REFLEXÕES SOBRE ESTADO E VIOLÊNCIA EM “A MONTANHA QUE DEVEMOS CONQUISTAR” DE ISTVÁN MÉSZÁROS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.30611/2015n7id5192

Resumen

O presente artigo tem como propósito precípuo desenvolver uma análise crítica acerca do livro do filósofo marxista húngaro István Mészáros “A montanha que devemos conquistar”. Nesse sentido, buscamos evidenciar a problemática central da obra que trata das questões pertinentes às nossas contingências contemporâneas mais urgentes, principalmente no que tange aos limites da nossa ordem sociometabólica. O que para o autor constituem contingências globais, com todas as suas implicações para o planeta, não obstante, a destrutividade do capital imposta em larga escala sendo uma ameaça para toda a humanidade. A destruição em curso da natureza torna claro que há um limite para tudo, e os limites absolutos do capital demonstram que é insustentável a vigência dessa forma sociometabólica de existência. E aqui entra a função do Estado, que na sua estruturação, na base material antagônica do capital,tem como ação legítima proteger a ordem sociometabólica vigente. Sob tais condições histórico-sociais desencadeadas pela crise estrutural inalterável do capital, o Estado, diz o autor, se afirma e se impõe como a montanha que devemos conquistar, em todas as suas dimensões estruturais profundamente integradas.

Publicado

2016-10-06

Número

Sección

Dossiê István Meszáros