Entre o ramo de oliveira e a espada

o calundu e a santa na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1751-1765)

Autores

  • Sidney Pereira Maia Fundação Educacional Unificada Campograndense - FEUC

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/ep.v8i.62433.2022

    Palavras-chave:

    Apropriação cultural, Mágico-religiosas, Calundus

    Resumo

    Esta pesquisa tem como objeto as relações socioculturais, especialmente a dinâmica religiosa entre os ritos católicos e africanos na sociedade luso-brasileira no século XVIII. A partir da bibliografia de Rosa Egipcíaca e do processo inquisitorial de Luzia Pinta, busca-se compreender as razões para a aparente permissividade, por parte da Igreja e dos agentes inquisitoriais, de práticas consideradas heréticas no período colonial. Argumenta-se, com a análise das fontes, que não houve propriamente permissão explícita e sim desinteresse dos agentes inquisitoriais das funções repressivas, como exemplifica a dinâmica desvelada na cidade do Rio de Janeiro. Sugere-se que entre o calundu e suas práticas e a inquisição intercorreu-se diferentes percepções dos agentes, assim como processos de apropriação cultural nas práticas mágico-religiosas sintonizadas aos interesses políticos econômicos de legitimação e consolidação dos agentes no interior da sociedade.

    Downloads

    Publicado

    2022-10-25

    Como Citar

    Entre o ramo de oliveira e a espada: o calundu e a santa na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1751-1765). (2022). Em Perspectiva, 8(2), 77-100. https://doi.org/10.36517/ep.v8i.62433.2022