PROPOSTA DE ÍNDICE ELETROMIOGRÁFICO PARA O TREINAMENTO DE MÚSCULOS LOMBARES

  • Fernando Sérgio Silva Barbosa Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Campus de Ariquemes
  • Mauro Gonçalves Universidade Estadual Paulista (UNESP) Campus de Rio Claro, Departamento de Educação Física
Palavras-chave: Coluna Vertebral. Eletromiografia. Treinamento de Resistência. Fadiga Muscular

Resumo

Introdução: O treinamento isométrico dos músculos eretores da espinha nos últimos anos tem recebido importante destaque em função da importância da resistência isométrica desses músculos para a integridade da coluna vertebral. Objetivos: A presente pesquisa verificou a eficácia da utilização do limiar de fadiga eletromiográfico (EMGLF) como índice em um protocolo de treinamento dos músculos eretores da espinha da região lombar. Metodologia: Participaram 16 voluntários do gênero masculino e saudáveis, divididos em um grupo treinamento (GT) e um grupo controle (GC). A postura utilizada no estudo foi o decúbito ventral com os membros inferiores fixo a uma mesa de teste. O movimento a ser realizado foi a extensão isométrica do tronco com a coluna vertebral em posição neutra. O treinamento foi realizados com carga equivalente ao EMGLF durante 4 semanas e com frequência de 3 sessões semanais. Esse índice foi obtido a partir da realização de esforços correspondentes a 5%, 10%, 15% e 20% da contração isométrica voluntária máxima. Resultados: Não foram demonstradas modificações nos valores da CIVM e do tempo de resistência isométrica. A análise dos parâmetros eletromiográficos, isto é, root mean square e frequência mediana, não revelou mudanças em ambos os grupos. Conclusões: Desse modo, a utilização do EMGLF como índice correspondente a intensidade do treinamento da resistência isométrica dos músculos eretores da espinha não representou, nas presentes condições experimentais, ser adequado para a definição de uma intensidade de contração necessária para a obtenção de resultados satisfatórios.

Biografia do Autor

Fernando Sérgio Silva Barbosa, Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Campus de Ariquemes
Fisioterapeuta pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) em Campo Grande, MS; Mestre em Ciências da Motricidade (área: biodinâmica do movimento humano / biomecânica) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) Campus de Rio Claro; Docente lotado no Departamento de Ciências da Educação (DECED) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Campus de Ariquemes; Fundador e Líder do Grupo de Pesquisa "Neurociência e Educação".
Mauro Gonçalves, Universidade Estadual Paulista (UNESP) Campus de Rio Claro, Departamento de Educação Física
Mestre e Doutor em Biomecânica pela UNICAMP e USP respectivamente. Atualmente é Professor Associado e Livre-Docente do Departamento de Educação Física da UNESP Campus de Rio Claro. Professor e Orientador no Programa de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Ciências da Motricidade. Coordenador do Laboratório de Biomecânica da UNESP/Rio Claro.
Publicado
2013-12-18