ANÁLISE LITO-ESTRATIGRÁFICA DOS MACROFÓSSEIS DA CAMADA C6 DA FORMAÇÃO CRATO (GRUPO SANTANA), BACIA SEDIMENTAR DO ARARIPE, NORDESTE DO BRASIL

  • João Kerensky Rufino Moreira Secretaria Municipal de Educação de Maranguape
  • Geraldo Jorge Barbosa de Moura Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • José de Araujo Nogueira Neto Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: Eocretáceo. Estratigrafia. Grupo Santana. Macrofósseis.

Resumo

A Bacia do Araripe apresenta um expressivo registro paleontológico, decorrente da separação e migração dos continentes Sul-Americano e Africano (Jurássico Médio), ocasionando mudanças paleoclimáticas que afetaram gradativamente a flora e a fauna desses continentes, decorrendo em um alto nível de endemismo e riqueza paleontológica, especialmente na Formação Crato. Esta Formação apresenta o maior registro paleontológico, de inestimável valor científico Regional e Mundial, onde os fósseis são revelados à medida que ocorre a exploração do calcário laminado. Assim sendo este trabalho objetivou investigar as variações geológicas e macropaleontológicas em diferentes afloramentos do último pacote carbonatado da Formação Crato (camada C6), Eocretáceo da Bacia do Araripe. Foram escolhidas três frentes de lavras ativas na porção norte da bacia, entre as cidades de Nova Olinda e Santana do Cariri, sub-bacia E: I (0423044 mE/9213404 mN UTM), II (0422535 mE/9212774 mN UTM) e III (0421281 Me/9213186 mN UTM). O procedimento de escavação obedeceu ao padrão de corte utilizado pelas mineradoras (0,5 x 0,5 m), extraindo folhas de calcário laminado com cerca de 3 cm de espessura; as quais após análise dos aspectos geológicos e paleontológicos seguiam o processo de comercialização das mesmas e os fósseis registrados foram coletados e depositados na coleção científica do Museu de Paleontologia da URCA – Santana do Cariri. Foram identificados dez níveis calcários distintos na última camada da Formação Crato, com diferenças na coloração, espessura, feições sedimentares e paleontológicas (macrofósseis). Os tipos de fossilização presentes foram a substituição por limonitização (Lavra 2) e a carbonização (Lavras 2 e 3). Os macrofósseis apresentaram uma orientação azimutal com eixo N–S e um eixo secundário NW–SE. Entre os dez níveis identificados, os níveis V e VI (Capa Derradeira e Lajão de Peixes) apresentaram uma maior concentração de peixes, artrópodes e vegetais. Entre os grupos fósseis coletados, os vegetais são mais abundante em todos os estratos dos três afloramentos trabalhados, dando ênfase a grande quantidade de gimnospermas encontradas em relação às angiospermas. A interpretação desses níveis calcários demonstra as mudanças ambientais que o “Lago Araripe” sofria com o aporte sedimentar que recebia ocasionando mudanças físico-químicas da água. Um evento catastrófico gradual afetou o paleoambiente do “Lago Araripe”, pois se verifica uma grande quantidade de fósseis de diferentes grupos, revelados nos mesmo níveis calcários.

Biografia do Autor

João Kerensky Rufino Moreira, Secretaria Municipal de Educação de Maranguape

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Regional do Cariri (2004). Mestre em Geologia pela Universidade Federal do Ceará (2009). Doutor em Geologia pela Universidade Federal do Ceará (2016). Experiência na área de Geociências, com ênfase em Paleozoologia. Atuação principal: Estratigrafia da Bacia do Araripe (Formações Crato e Romualdo), Paleontologia Geral, Preparação de fósseis, Escavações Paleontológicas, Museologia, Licenciamento Ambiental e Biologia Geral (Ensino Fundamental II e Médio). Trabalhou no Museu de Paleontologia da URCA - Santana do Cariri, como Diretor Administrativo e Técnico. Coordenador Pedagógico pela Secretaria Municipal de Educação de Maranquape/CE.

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Publicado
2021-02-08
Seção
Artigos