A poética de Francis Bacon

  • Sonia Borges Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Real, tempo, espaço, Francis Bacon.

Resumo

A partir da perspectiva psicanalítica, a autora aborda a obra de Francis Bacon se utilizando de uma concepção estética que a reconhece como uma realidade ontológica. Dessa forma, considera que como obra de arte, são seus próprios elementos constitutivos, numa tensão interna, que são capazes de provocar efeitos ou as sensações que são o seu objetivo último conforme defendia Bacon. Em sua análise a autora examina e discute a dialética “tempo - espaço”, revelada pelo poeta pintor, como sendo de especial interesse para a clínica psicanalítica na medida em que esclarece importantes questões relativas ao Real como impossível, tal como o compreendeu Lacan. A pintura de Bacon examinada como referência à “sublimação criacionista da pulsão de morte” permite, segundo a autora, vislumbrarmos o para além da cadeia significante. Conclui que a arte, assim como a clínica psicanalítica, supõe deslocamentos subjetivos que implicam corte - rompimento com a tendência unificadora e pacificadora de Eros.

Biografia do Autor

Sonia Borges, Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro
Professora do Programa de mestrado “Psicanálise, Saúde e Sociedade” da Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro. Psicanalista, membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano. Doutora em Psicologia da Educação, PUC/São Paulo Universidade Veiga de Almeida, Instituto de Ciências da Saúde, Curso de Psicologia
Como Citar
Borges, S. (1). A poética de Francis Bacon. Revista De Psicologia, 3(2), 61-69. Recuperado de http://periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/122
Seção
Artigos