Notas sobre o uso de imagens visuais nas pesquisas em psicologia

Lineu Norio Kohatsu

Resumo


O presente artigo tem por objetivo apresentar algumas reflexões sobre o uso de imagens visuais nas pesquisas em Psicologia. Na primeira parte, discute-se como as ciências humanas e a fotografia, surgidas no século XIX, compartilharam a visão hegemônica de ciência baseada nos pressupostos do positivismo, e produziram teorias preconceituosas a respeito dos indivíduos ou grupos considerados inferiores ou desprovidos de razão, como os povos primitivos ou selvagens, os criminosos e os loucos. Na segunda parte, propõe-se uma discussão sobre o olhar e o exercício antropológico de buscaro familiar no estranho e de estranhar o familiar na relação do pesquisador com o outro e consigo mesmo. Na terceira parte, são apresentados alguns trabalhos de pesquisa qualitativa em Psicologia que fizeram uso de imagens. No artigo,buscou-se mostrar a importância do diálogo interdisciplinar, do reconhecimento das experiências em outras áreas e disciplinas do conhecimento, inclusive não-acadêmicas, como o fotojornalismo. Para além do domínio técnico no uso dasimagens, enfatiza-se a necessidade de uma reflexão crítica sobre a ética na relação com o outro. Por fim, procurou-se mostrar como são tênues as fronteiras entre objetividade e subjetividade, estranho e familiar, documento e ficção e entre ciência e arte.


Palavras-chave


Fotografia; vídeo; Psicologia.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 

      

        

CNENlogo_livre2.png      ResearchBib      

    

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.