Ampliando o conceito de situação-limite de Martín-Baró: diálogos com o conceito de crise

  • Lucian Borges de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Psicólogo. Bolsista de apoio técnico do grupo de pesquisa "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação". E-mail: lucianborges@yahoo.com.br
  • Ana Paula Moreira Moreira Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Doutoranda pelo programa de pós-graduação em psicologia da PUC-Campinas e membro do grupo "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação".
  • Raquel Souza Lobo Guzzo Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
Palavras-chave: Crise, Situação-Limite, Psicologia Social da Libertação.

Resumo

Este trabalho toma como fundamento a Psicologia Social da Libertação e pretende constituir-se com um estudo piloto ao propor a reflexão sobre os conceitos de crise e situação-limite discutidos, respectivamente, por Leonardo Boff e Ignacio Martín- Baró.  Para isso, propomos a leitura de textos de cada um destes autores: Crise –  oportunidade de crescimento de Leonardo Boff e Guerra y Trauma Psicosocial Del  Niño Salvadoreño e Guerra y Salud Mental de Ignacio Martín - Baró. O confronto entre estas leituras tem o objetivo de explicitar as semelhanças e as divergências entre os conceitos de situação-limite e de crise a partir do paradigma da Libertação. Assim, propõe-se uma ampliação do conceito de situação-limite tratado por Martín-Baró para, com isso, sinalizar um avanço no sentido dos conceitos que surgem no interior desta concepção teórica para a Psicologia.

Biografia do Autor

Lucian Borges de Oliveira, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Psicólogo. Bolsista de apoio técnico do grupo de pesquisa "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação". E-mail: lucianborges@yahoo.com.br
Psicólogo. Bolsista de apoio técnico do grupo de pesquisa "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação".
Ana Paula Moreira Moreira, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Doutoranda pelo programa de pós-graduação em psicologia da PUC-Campinas e membro do grupo "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação".
Doutoranda pelo programa de pós-graduação em psicologia da PUC-Campinas e membro do grupo "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação".
Raquel Souza Lobo Guzzo, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP). Professora do programa de pós-graduação em psicologia da PUC-Campinas e líder do grupo de pesquisa "Avaliação e Intervenção psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação".

Referências

Boff, L. (2002). Crise: Oportunidade de crescimento. São Paulo: Verus.

Boff, L. (1981). O caminhar da igreja com os oprimidos - Do vale das lágrimas à terra prometida. Rio de Janeiro: Codecri.

Cardoso, F. H. & Falleto, E. (1969). Dependência e Desenvolvimento na América Latina, Editora México.

De La Corte, I. (2000). La Psicología de Ignacio Martín-Baró como psicología Social Crítica. Una presentación de su obra. Revista de Psicología Geral y Aplicada. 53(3) 437- 450.

Dussel, E. (1995). Filosofia da Libertação: Crítica à Ideologia da Exclusão. São Paulo: Editora Paulus. (2a ed.).

Ellacuría, I. (1996). Escritos filosóficos. Tomo I (escritos de juventud, de 1956 a 1968). San Salvador, El Salvador: UCA editores.

Freire, P. (2000) Educação como prática da liberdade. Paz e Terra; 2000

Freire, P (1970) Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Fals Borda, O. (1961) La transformación de América Latina y sus implicaciones sociales y económicas, Bogotá, Universidad Nacional, Facultad de Sociología.

Goes, N. A. (2009). A psicologia comunitária enquanto práxis libertadora no contexto da América Latina. (Monografia não-publicada). Universidade Federal do Ceará, Fortaleza.

González Rey, F. L. (2013) O que oculta o silêncio epistemológico da Psicologia? Pesquisas e Práticas Psicossociais, 8(1) São João Del - Rei.

Guareschi, P. (2011). Pressupostos epistemológicos implícitos no conceito de libertação. In: R. S. L. Guzzo & F. Lacerda Jr, (Orgs). Psicologia Social para a América Latina: o resgate da Psicologia da Libertação (pp. 49-63). Campinas, SP: Editora Alínea.

Holzkamp, K. (2013) Basics Concepts of Critical Psychology. In: E. Schraube U. Osterkamp, (Orgs) Psychology from the Standpoint of the Subject: Selected Writings of Klaus Holzkamp.

Jacoby, R. (1977). Amnésia Social. Rio de Janeiro: Zahar.Lima, T. C. S. e Mioto, R. C. T. (2007). Procedimentos metodológicos na construção do conhecimento científico: a pesquisa bibliográfica. Revista Katál. 10 (esp), 37-45.

Lima, T. C. S. & Mioto, R. C. T. (2007). Procedimentos metodológicos na construção do conhecimento científico: a pesquisa bibliográfica. Revista Katál. 10, 37-45.

Martín- Baró, I. (1996). O papel do Psicólogo. Estudos de Psicologia, 2(1): 7- 27.

Martín-Baró, I. (1998a). Hacia una psicología de la liberación . Boletín In A. Blanco (Org.), Psicología de la Liberación (pp.283-302). Madrid: Editorial Trotta.

Martín-Baró, I. (1998b) La liberación como horizonte de la psicología. In A. Blanco (Org.), Psicología de la Liberación (pp. 303-341). Madrid: Editorial Trotta.

Martín- Baró, I. (2000a). Guerra y trauma psicosocial del niño salvadoreño. In: I. Martín-Baró (Org.). Psicología social de la guerra: trauma y terapia. (pp. 234 - 249). San Salvador: UCA Editores.

Martín- Baró, I. (2000b). Guerra y salud mental. In: I. Martín-Baró (Org.). Psicología social de la guerra: trauma y terapia. (pp. 24 - 40). San Salvador: UCA Editores.

Moreira, A. P. G. (2010). Situação-Limite na Educação Infantil: Contradições e possibilidades de intervenção. (Dissertação de Mestrado não-publicada). Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas.

Oliveira, L. B., Guzzo, R. S. L, Tizzei, R. P. & Silva Neto, Walter Mariano de Faria (2014). Vida e a Obra de Ignacio Martín-Baró e o Paradigma da Libertação. Revista Latinoamericana de Psicología Social Ignacio Martín-Baró. 3(1), 205-230.

Osório, J. M. F. (2011). Ética e construção social da libertação latino-americana. In R. S. L. Guzzo & F. Lacerda Jr. (orgs). Psicologia Social para a América Latina: o resgate da Psicologia da Libertação. Campinas: Editora Alínea.

Parker, I. (2007). Critical Psychology: What it is and what it is not. Social and personality psychology compass, 1 (1), 1 - 15.

Paulo Netto, J. (2011). Introdução ao estudo do método de Marx. São Paulo: Expressão Popular.

Politzer, G. (1969). Critica de los fundamentos de la Psicologia. Barcelona: Ediciones Martínez Roca.

Santiago, Gabriel L.(2007) Filosofia da Libertação. Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, 1(14) p. 38-49.

Vieira Pinto, A. (1960). Consciência e Realidade Nacional. Rio de Janeiro: IS

Recebido em 22 de março de 2014.

Aprovado para publicação em 20 de abril de 2014.

Publicado
2017-12-19
Como Citar
de Oliveira, L. B., Moreira, A. P. M., & Guzzo, R. S. L. (2017). Ampliando o conceito de situação-limite de Martín-Baró: diálogos com o conceito de crise. Revista De Psicologia, 5(2), 96-107. Recuperado de http://periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/1479
Seção
Artigos