O Mundo da Vida (Lebenswelt) enquanto instância de significação: tessituras e delimitações críticas

José Alves Souza Filho, Aluísio Ferreira Lima, Pedro Renan Santos de Oliveira, Antonio da Costa Ciampa

Resumo


O objetivo do presente artigo é discutir as particularidades epistemológicas nos interesses de Edmund Husserl, Alfred Schütz e Jürgen Habermas pelo Mundo da Vida (Lebenswelt), enquanto instância de significação da vida. Para tanto, além das obras de autores supracitados, também apresentamos e discutimos produções da filosofia, da sociologia e da psicologia que problematizam epistemologicamente o Mundo da Vida. A presente discussão tem sua relevância na medida em que apresenta as delimitações teóricas do construto do Mundo da Vida, mediante a tessitura de críticas dos referidos autores. De forma geral, este artigo se estrutura e propõe as seguintes reflexões: introduzimos a concepção de Mundo da Vida enquanto instância de significação e a importância de delimitar suas diferentes perspectivas; apresentamos a inauguração das reflexões do Mundo da Vida no pensamento de Edmund Husserl; os desdobramentos do Mundo da Vida cotidiano dentro das análises da Sociologia Compreensiva de Alfred Schütz; e, por fim, a apropriação de Jürgen Habermas para a construção de sua Teoria Crítica da Sociedade.

Palavras-chave


Mundo da vida; fenomenologia; sociologia compreensiva; teoria crítica; psicologia

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