Afetividade institucional: reflexões sobre as contribuições da psicologia na gestão do afetivo nas organizações de trabalho

Regina Lúcia Moura Araújo

Resumo


O artigo tece considerações sobre o modelo de referência da afetividade institucional e analisa a relação entre a problemática dos trabalhadores e a atuação dos psicólogos do trabalho, com o objetivo de refletir sobre a contribuição desse modelo para orientar um posicionamento ético-político desses profissionais frente às atividades que desenvolvem. Ilustra suas observações mediante uma análise das práticas dos psicólogos do trabalho no marco das “faces da Psicologia do Trabalho”. Associa as possibilidades de solução para os problemas dos trabalhadores a atuação dos psicólogos do trabalho no campo da saúde do trabalhador. Sugere que o psicólogo do trabalho poderá edificar sua atuação, contribuindo na facilitação da construção e implementação de um modelo de gestão do afetivo, que se refere a um processo flexível de apropriação pela organização de conceitos, metodologias e recursos experimentais de mudanças, que permitam a promoção da saúde e a prevenção do adoecimento no trabalho. Portanto, indica que o seu papel revela-se não como simples desenvolvimento de tecnologias de avaliação e de controle, mas como facilitação da construção de espaços de interação social para proporcionar uma existência dialogada entre os diferentes sujeitos envolvidos com a atividade laboral e como promoção da qualidade de vida e bem-estar dos trabalhadores.

Palavras-chave


Afetividade Institucional, Psicologia Organizacional, Saúde do Trabalhador, Gestão do Afetivo.

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