Prevalência e distribuição espacial da infecção pelo Mycobacterium leprae em município de média endemicidade

Gabriela de Cássia Ribeiro, Josafá Gonçalves Barreto, Isabela de Caux Bueno, Bruna Fonseca Vasconcelos, Francisco Carlos Félix Lana

Resumo


Objetivo: analisar o perfil sorológico e a distribuição espacial da infecção e do adoecimento pelo Mycobacterium leprae. Métodos: estudo transversal, conduzido com casos de hanseníase (n=42), contatos intradomiciliares (n=81) e escolares (n=358). Realizados entrevista, exame dermatoneurológico, sorológico e georreferenciamento dos endereços. Resultados: dos casos soropositivos, todos residiam em zona rural, com mais de duas pessoas no domicílio, 50,0% apresentavam alguma alteração de força nos pés. Dos contatos soropositivos, 75,0% eram idosos e casados. Dentre os escolares, 75,0% eram do sexo feminino, 69,4% residiam com mais de quatro pessoas e 80,6% dormiam no quarto com alguém. Foi possível observar áreas hiperendêmicas de casos no munícipio estudado e relação espaço-temporal entre eles (p=0,010). Além disso, concentração de casos e escolares em setores de menor renda familiar per capita. Conclusão: a análise sorológica revelou que a condição de convivência se relacionou com a infecção pelo Mycobacterium leprae, e a espacial demonstrou cenário de endemia oculta.

Palavras-chave


Hanseníase; Análise Espacial; Sorologia; Monitoramento Epidemiológico.Hanseníase; Análise Espacial; Sorologia; Monitoramento Epidemiológico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15253/2175-6783.20192039497

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