Políticas Editoriais

Foco e Escopo

Revista de Ciências Sociais (RCS) da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi criada em 1970 traduzindo o desenvolvimento da pesquisa e das atividades docentes do então Departamento de Ciências Sociais e Filosofia.

A Revista, voltada ao público acadêmico de todas as áreas das ciências sociais, tem como objetivo publicar os resultados de pesquisas empíricas e teóricas, além de resenhas de livros recentes, em Antropologia, Sociologia e Ciência Política em todas as suas sub-áreas ou vertentes metodológicas. RCS é publicada em Acesso Aberto e não cobra dos autores quaisquer taxas de processamento ou submissão.

RCS publica a cada número um dossiê temático central e artigos e resenhas avulsos. A revista aceita submissões de artigos ou resenhas inéditos e que não estejam sendo avaliados para publicação simultaneamente em outro periódico e adota uma definição restrita de coautoria.

 

Políticas de Seção

Artigos

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Entrevistas

Não verificado Submissões abertas Verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

Resenhas

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Dossiê: Colonialidades do crer, do saber e do sentir - implicações epistemológicas nos estudos da religião

Editores
  • Clayton Cunha Filho
  • Carlos Eduardo Procópio
  • Anaxsuell Silva
Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Dossiê: Novos sujeitos, novos direitos e cidadania: pluralismos e perspectivas do Sul

Editores
  • Danielle Araújo
  • Clayton Cunha Filho
  • Walkyria Santos
Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

A Revista de Ciências Sociais, periódico acadêmico vinculado ao departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará, de publicação semestral até 2017 (Jan-Jun/Jul-Dez) e quadrimestral (Mar-Jun/Jul-Out/Nov-Fev) a partir de 2018, convida para a submissão de artigos, ensaios, resenhas e propostas de dossiês temáticos.

Os manuscritos são submetidos uma primeira avaliação pela Comissão Editorial a fim de verificar a adequação dos mesmos ao escopo da revista. As submissões julgadas em conforme com a linha editorial de RCS serão enviados para avaliação em duplo cego por pares externos escolhidos de acordo com conhecimento comprovado na área do artigo. Os manuscritos poderão ser avaliados como aprovados para publicação direta; aprovados, mas com correções menores obrigatórias; solicitado reenvio para nova avaliação após reformulações mais profundas ou rejeitados. Clique aqui para visualizar o modelo de avaliação fornecido aos pareceristas anônimos. Casos de divergência entre pareceristas serão arbitradas pela Comissão Editorial e novos pareceres podem ser solicitados. Veja as Diretrizes para Autores para maiores informações e clique aqui para iniciar o procedimento de submissão.

É importante atentar que submissões de artigos escritos por mais de um autor deverão obedecer aos critérios de coautoria adotados pela revista e enviar, como anexo, uma declaração atestando a conformidade de acordo com o seguinte modelo.

Artigos que realizem testes estatísticos ou qualitativos deverão enviar os bancos de dados e scripts utilizados como Documentos Suplementares juntamente ao manuscrito, ou disponibilizá-lo de outra forma a fim de permitir a replicação pelos pareceristas.

As resenhas deverão tratar de obras recentes, cuja publicação não exceda os últimos 5 anos.

As propostas de dossiê devem seguir as seguintes instruções

Veja aqui as chamadas para Dossiê em aberto.

RCS adere aos princípios de Ética na Pesquisa Científica do COPE (Committee on Publication Ethics) - http://www.publicationethics.org

 

Periodicidade

De publicação semestral entre 1970 e 2017, RCS passa a ser publicada quadrimestralmente a partir de 2018, com o Número 1 referente aos meses de Março a Junho; Número 2 referente aos meses de Julho a Outubro; e Número 3 referente aos meses de Novembro a Fevereiro.

 

Política de Acesso Livre

RCS é publicada em Acesso Aberto e não cobra dos autores quaisquer taxas de processamento ou submissão. Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

 

Arquivamento

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração. Saiba mais...

 

Ética em Pesquisa e Publicação e Política Antiplágio

A Revista de Ciências Sociais (RCS) baseia seu trabalho na crença de que o bom fazer científico se baseia em preceitos éticos e normas de conduta visando à transparência e integridade dos resultados atingidos como forma de melhor avançar e socializar de forma pública o conhecimento científico gerado.

Por preocupar-se com a Integridade em Pesquisa, Ética na Ciência e em Publicações, RCS recomenda aos autores, pareceristas e editores de dossiês a leitura dos seguintes documentos e diretrizes básicas aos quais subscrevemos:

a)      a Declaração de Cingapura sobre Integridade em Pesquisa, 2010, http://www.singaporestatement.org/translations.html;

b)     as Diretivas para a Integridade da Pesquisa do CNPq, 2011 http://cnpq.br/diretrizes

c)      o Código de Boas Práticas em Pesquisa da FAPESP, 2014 http://www.fapesp.br/boaspraticas/;

d)     a Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 510, de 07 de abril de 2016 - Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais (http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf)  

e)      o documento de Cooperação entre Instituições de Pesquisa e Periódicos em Casos de Integridade em Pesquisa: Orientação do Comitê [Internacional] de Ética em Publicações - COPE (http://publicationethics.org/);.

Além disso, acreditamos que praticar plágio, ou autoplágio, em todas as suas formas, é inadmissível. Os autores devem garantir a originalidade dos manuscritos e quando utilizem artigos ou fontes de outros autores, os mesmos devem ser obrigatoriamente citados. Casos suspeitos poderão ser submetidos a verificação por meio de software antiplágio e é possível que os autores recebam eventuais questionamentos referentes a eventuais indicações apontadas pelo software utilizado durante o processo avaliativo. Em caso de plágio comprovado, os manuscritos serão devolvidos aos autores.

 

Por último, adotamos uma definição restrita de coautoria e manuscritos com mais de um(a) autor(a) deverão se submeter à Definição de Coautoria e enviar a Declaração exigidos abaixo.

 

Definição de Coautoria

Para o envio de submissões com mais de um autor, a Comissão Editorial de RCS precisa ser informada sobre a contribuição específica de cada autor(a) nas distintas etapas de elaboração do mesmo.

Entendemos que a atribuição de coautoria deve se dar apenas a quem deu alguma contribuição intelectual significativa para a pesquisa e redação. Seguindo a boa prática da área de Ciências Socias, são aceitos pela revista como coautores somente aqueles que deram uma contribuição acadêmica substancial e direta em pelo menos dois dos componentes típicos de uma pesquisa:

a) Concepção e desenho;
b) Coleta e processamento dos dados;
c) Análise e interpretação dos dados.

Além disso, considera-se imprescindível que cada coautor tenha participado diretamente da redação de partes do texto.

Cada pessoa listada como autor deve, além disso, ter lido as sucessivas versões do texto e aprovar a versão final, sendo assim solidária ética e academicamente com a integralidade do seu conteúdo e por ele respondendo para todos os efeitos.

 

Modelo de Declaração de Coautoria (OBRIGATÓRIO PARA TEXTOS COM MAIS DE UM AUTOR)

Para a submissão de manuscritos com mais de um autor, cada participante deverá preencher uma declaração contendo:

a) Identificação do texto: Título do texto; nome dos co-autores;

b) Identificação do co-autor: Nome, nacionalidade, documento de identidade, endereço completo;

c) Descrição da participação específica em:

1) concepção e desenho da pesquisa;

2) coleta e processamento dos dados;

3) análise e interpretação dos dados;

4) detalhamento da colaboração na elaboração do texto final;

d) Declaração de que aprova a versão final e assume a co-responsabilidade ética e acadêmica pela integralidade do conteúdo.

f) Local, data e assinatura.

Este documento deverá ser anexado, em formato PDF, como documento suplementar, deixando desmarcada a opção “Habilitar documento aos avaliadores”.

 

A Comissão Editorial de RCS se reserva o direito de aceitar ou não a atribuição de coautoria para os respectivos participantes assim declarados.

 

Chamadas para Dossiê em Aberto

Envie sua proposta de Dossiê a RCS! Veja detalhes em nossas Instruções para Propostas de Dossiês

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Vol. 50, n.2, 2019 (envios até 31/01/2019)

Dossiê: Colonialidades do crer, do saber e do sentir: implicações epistemológicas nos estudos da religião

Organizadores:

Prof. Anaxsuell Fernando da Silva (Unila)

Prof. Carlos Eduardo Pinto Procópio (IFSP/Cebrap)


Cientistas Sociais têm evidenciado como os povos de origem europeia concebiam seus modelos de vida, sua religião e suas crenças como meios unívocos para chegar à verdade e ao domínio das coisas. E, ao fazê-lo, têm problematizado como a globalização em curso seria a culminação de um processo que começara com a constituição da América e do capitalismo colonial/moderno e eurocentrado como um novo padrão de poder mundial. No campo dos estudos da religião, pesquisas recentes têm apresentado alguns sinais visíveis de uma fulgurante transformação epistemológica. No bojo desta mudança os referenciais da modernidade ocidental não se conformam como suficientemente úteis para compreensão do fenômeno religioso em toda sua complexidade no sul-global. No contexto de estudos pós-coloniais, de(s)coloniais e estudos subalternos, múltiplos aspectos de pressão, apreensão e repreensão devem ser considerados especialmente no que tange às transformações epistêmicas e suas implicações nas formas de saber, poder e crer, uma vez que interferem nas percepções de instituições tradicionais como a Família e a Igreja. Nesta direção, este dossiê pretende acolher artigos originais e relatos de pesquisas que dialoguem com esta perspectiva e problematizem a religião, religiosidade, crenças e devoções a partir deste novo lugar epistemológico. Assim, consideramos ser fundamental a utilização das contribuições decoloniais/pós-coloniais como instrumento para reforma do conhecimento ou como instrumento heurístico para melhor compreensão da questão religiosa na América Latina. Não apenas por problematizar a interpretação binária dominador/dominado, mas também porque leva em conta os efeitos políticos e filosóficos deixados pelo colonialismo. Desse modo, terão lugar os trabalhos que reflitam criticamente a incidência pública das crenças/práticas religiosas, suas expressões políticas, literárias, artísticas, econômicas e sociais, enquanto espaços político-intelectual engendrado para que os povos subalternos falem por si mesmos.

http://www.periodicos.ufc.br/revcienso/announcement/view/78

 

 

Vol. 50, n.3, 2019 (envios até 21/04/2019)

Dossiê: Novos sujeitos, novos direitos e cidadania: pluralismos e perspectivas do Sul

Organizadoras:

Danielle Ferreira Medeiro da Silva de Araújo (UFSB)

Walkyria Chagas da Silva Santos (UnB/UFSB)

A partir da demanda por direitos no XX, vários sujeitos, excluídos historicamente do acesso à direitos, ganharam status nas Constituições dos seus países. Assim, negros, mulheres, indígenas, quilombolas, juventude, religiões de matriz africana, pessoas com deficiência, idosos e LGTQI conseguiram resguardar alguns direitos. Mas, estes não são sujeitos homogêneos apesar de terem o viés de luta por direitos, cada um possui suas peculiaridades. Pensar nesses sujeitos a partir do Sul é diferente de pensar a partir das perspectivas do norte, portanto, as teorias hegemônicas não são suficientes ou não são adequadas para analisar os fenômenos que decorrem dos sujeitos citados.

Os problemas enfrentados pelas populações historicamente excluídas são de toda ordem, desde o ínfimo acesso à saúde, a educação de baixa qualidade, moradia precária, violação de direitos como o acesso à terra, a livre utilização do corpo, etc. Há vários autores que não são estudados com frequência, mas que analisam de forma profunda os novos sujeitos, isto deriva do racismo epistêmico, que deixa de fora os(as) autores(as) que não estão localizados nos grandes centros da academia mundial, ou que, a partir da sua cor, orientação sexual, etc, são segregados do mundo acadêmico. Porém, é a partir da linguagem e dos estudos de autores do Sul que é possível analisar com maior fidedignidade os novos sujeitos, posto que, eles não estão falando de fora, dos gabinetes, muitas vezes é o próprio sujeito falando sobre si.

Portanto, o dossiê Novos sujeitos, novos direitos e cidadania: perspectivas do Sul, propõe-se a estimular a elaboração de análises que reflitam sobre os novos sujeitos e novos direitos a partir de autores, epistemologias e debates do Sul. Ademais, é necessário pensar: a garantia de novos direitos resultou em efetivação da cidadania para os novos sujeitos? O dossiê acolherá estudos inéditos, preferencialmente derivados de pesquisas empíricas, que realizem o diálogo entre a Ciência Política, a Sociologia, a História, o Direito e outras áreas afins, em especial, mas não exclusivamente, pesquisas com base em estudos feministas, outras economias, relações étnico-raciais e estudos indígenas. Serão aceitos textos originais em português, inglês e espanhol.

 

Vol.51, n.1, 2020

Dossiê: 100 anos de Celso Furtado (envios até 30/07/2019)

Organizadores:  Profa. Maria José de Rezende (UEL)

                      Fabio Akira Shishito (USP)

Nascido em julho de 1920, Celso Furtado está, certamente, entre os principais pensadores sociais brasileiros e sua relevância extrapola as fronteiras nacionais. Ao longo de mais de 50 anos escreveu sobre temas variados; abordou as dimensões políticas, econômicas, culturais, burocráticas etc., da sociedade e do Estado brasileiro; visitou teorias sociológicas, antropológicas, econômicas e políticas; participou de eventos políticos relevantes da história do país quando colaborou com governos nacionais. Seus escritos suscitaram grande debate dentro e fora da academia e, sem dúvida, ainda hoje podem orientar análises de relevo para o mundo social. Na medida em que os rumos da história aponta para caminhos tortuosos, quando não para regressos civilizatórios, tanto mais parece o caso de recorrermos e resgatarmos o legado de intelectuais como Celso Furtado.

1) Pensar com e sobre Celso Furtado: autor de obra vasta e profunda, Furtado deixou um legado relevante para o pensamento social e político brasileiro, assim como deixou pistas abertas para o prosseguimento de investigações sobre o Brasil. Seus textos autobiográficos, além do mais, são estímulos para uma história e/ou uma sociologia das ideias.

 2) As contribuições do autor para pensar o Brasil, a América Latina e o mundo contemporâneo: Furtado obteve grande relevância ao situar o Brasil e a América Latina, em razão da influência de Raúl Prebisch e da escola cepalina, no contexto da configuração centro-periferia e, com isso, elevar o debate sobre os problemas nacionais e regional a um nível mais sofisticado e complexo. A temática dos poderes globais, das relações internacionais, das dependências etc., geraram e continuam gerando frutíferos debates e análises.

 3) As contribuições do autor para a temática das desigualdades regionais internas: o Nordeste brasileiro sempre teve atenção particular de Celso Furtado em razão das visíveis discrepâncias existentes entre esta região e os polos considerados mais desenvolvidos do País. Que contribuições deixara Furtado para pensar o Nordeste hoje? Que legado deixara o autor para a temática das desigualdades regionais?

 4) A teoria do subdesenvolvimento: depois de décadas dedicadas à temática do subdesenvolvimento Furtado afirma, em O longo amanhecer (documentário produzido por José Mariani) que uma teoria do subdesenvolvimento ainda estava por ser feita. Claramente, ele deixou indicações teóricas e metodológicas fundamentais para tal propósito. Desse modo, o convite feito pelo autor permanece como provocação para o aprofundamento das discussões e análises a respeito do conceito, das definições, das características e das dinâmicas do subdesenvolvimento.

 5) Desenvolvimento e democracia: de que maneira se conectam em seus escritos esses dois conceitos fundamentais? O que se entende por desenvolvimento na obra de Furtado não é tema livre de controvérsias. Ao longo de muitos textos o pensador brasileiro destacou aspectos diversos deste conceito polissêmico. Desde muito cedo a democracia foi abordada como fundamento inegociável da definição do desenvolvimento, mas são muitas as possibilidades de exploração dessa relação intrincada.

6) O diálogo com outros autores: Francisco de Oliveira em “Viagem ao olho do furacão” (in Navegação Venturosa: Ensaios sobre Celso Furtado) levanta uma questão interessante relativa ao modo como Furtado estabeleceu o debate com seus interlocutores intelectuais. Sabe-se que ele conhecia as obras de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr., mas esses autores pouco aparecem nos principais escritos do autor, não obstante as evidencias de influência, sobretudo de Prado Jr. e Freyre, visíveis, por exemplo, em sua tese de doutorado sobre Economia Colonial. Análises comparativas com esses e com outros/as autores/as são bem-vindas para, somados aos demais tópicos desta ementa, enriquecer a fortuna crítica deste importante pensador social brasileiro.


 

Indexadores

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