Acidose tubular renal distal associada à paralisia periódica hipocalêmica

  • Elana Couto de Alencar Daniel Hospital Universitário Walter Cantídio - Universidade Federal do Ceará
  • Elizabeth de Francesco Daher Departamento de Medicina Clínica - Universidade Federal do Ceará - UFC
Palavras-chave: Acidose tubular renal distal, Hipopotassemia, Paralisia periódica hipopotassêmica.

Resumo

A acidose tubular renal distal (tipo I) consiste em uma doença de curso crônico na qual ocorre secreção inadequada de prótons no túbulo distal. A depleção de potássio resultante dessa patologia, se não tratada precocemente, pode acarretar paralisia hipocalêmica em raros casos, podendo inclusive levar ao óbito do paciente por complicações decorrentes dessa condição.


O presente artigo visa relatar o caso de uma paciente acompanhada no Serviço de Nefrologia do Hospital Universitário Walter Cantídio. Essa jovem possui acidose tubular renal distal, tendo evoluído com paralisia hipocalêmica. Ao longo de dez anos de acompanhamento no nosso serviço, a paciente apresentou vários episódios de paralisia hipocalêmica, alguns dos quais associados a extrassístoles ventriculares, devido à dificuldade de aderência ao tratamento. Foi evidenciada, ainda, nefrocalcinose, nefrolitíase, acidose metabólica hiperclorêmica e pH urinário inadequadamente alto.

Biografia do Autor

Elana Couto de Alencar Daniel, Hospital Universitário Walter Cantídio - Universidade Federal do Ceará
Médica, Universidade Federal do Ceará (UFC), Residência em Clínica Médica, Hospital Universitário Walter Cantídio; Psicóloga, Especialista em Tanatologia , Faculdade de Tecnologia do Nordeste, Fortaleza, Ceará, Brasil.
Elizabeth de Francesco Daher, Departamento de Medicina Clínica - Universidade Federal do Ceará - UFC
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (1983), mestrado em Medicina Nefrologia pela Universidade de São Paulo (1992) e doutorado em Medicina Nefrologia pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é Professora Associada IV da Universidade Federal do Ceará. Coordenadora do curso de medicina e do internato da Faculdade de Medicina da UFC, preceptora do Hospital Geral de Fortaleza e Voluntary Assistance Professor - University of Miami. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Nefrologia, atuando principalmente nos seguintes temas: insuficiência renal aguda na terapa intensiva, funçäo renal na leptospirose, hanseníase, dengue,leishimaniose tegumentar, calazar e HIV. Professora do curso da Pós-graduação em Ciências Médicas do Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da UFC. Bolsista pesquisadora do CNPQ Nível 2.
Publicado
2015-12-31
Seção
RELATOS DE CASO