Consequências à criança do uso de drogas durante a gestação: um artigo de revisão

Palavras-chave: Drogas ilícitas, Gestação, Criança, Recém-nascido

Resumo

O crescimento do uso de drogas ilícitas entre as mulheres em idade fértil é preocupante. O uso de drogas durante a gestação é causa de morbidades que podem se apresentar no feto, no neonato ou em qualquer etapa do desenvolvimento infantil. Esta revisão reuniu informações sobre prevalência, métodos de rastreio e consequências clínicas da exposição fetal à cocaína, metanfetamina, maconha e opioides. As taxas de exposição podem variar de 2 a 40% entre os estudos.  Nos métodos de rastreio, a análise de cabelo materno se mostrou a mais sensível, a análise de mecônio é de mais fácil execução e os questionários aplicados às mães têm baixa sensibilidade. Várias consequências para a gestação e para a criança são relacionadas à exposição a drogas. Entre elas encontramos maior incidência de perdas gestacionais, prematuridade, baixo peso ao nascer, Apgar < 7 no quinto minuto, internações em UTI e óbito neonatal. Síndrome de abstinência neonatal, anomalias congênitas, déficit de atenção, problemas de comportamento, prejuízos no desenvolvimento motor, cognitivo e de linguagem são os acometimentos mais encontrados na infância. Concluímos serem necessárias políticas de prevenção, identificação das crianças expostas e seu acompanhamento durante toda a infância.

Biografia do Autor

Raquel da Silveira Kataoka de Paula, Universidade Federal do Ceará

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará em 2010.

Residente de Pediatria no Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará

Publicado
2018-03-28
Seção
ARTIGOS DE REVISÃO