Avaliação do uso de injetáveis em portadores de Diabetes Mellitus tipo 1 acompanhados em ambulatório de referência

  • Priscila Macêdo Fernandes Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Luana Pontes Vasconcelos Lima Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Annelise Barreto de Carvalho Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Luciana Felipe Ferrer Aragão Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Milena Silva Sousa Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Renan Magalhães Montenegro Junior Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Ana Paula Dias Rangel Montenegro Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 1, Insulinas, Educação em saúde

Resumo

Objetivo: Avaliar as práticas de injetáveis em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) acompanhados em hospital terciário. Metodologia: pacientes portadores de DM1 e seus responsáveis responderam questionário que envolvia perguntas referentes à doença e ao seu tratamento. Foram utilizados o coeficiente de correlação de Spearman, teste qui-quadrado de Pearson e teste de Kruskal-Wallis. Resultados: 119 pacientes; 0,8% lactentes, 12,7% pré-escolares, 17,8% escolares, 64,4% adolescentes e 4,2% adultos; predomínio do sexo masculino (56,3%). A idade ao diagnóstico do DM1 foi de 7,9 anos e tempo de doença de 3,6 anos. Média de HbA1c de 8,84% com correlação positiva ao tempo de doença (r= 0,226, p= 0,021). Dose total de insulina foi de 0,96 UI/kg/dia, sendo 0,55 UI/kg/dia (57,2%) em forma basal. Análogos de insulina de ação lenta foram utilizados em 65,5% dos indivíduos e de ação ultrarrápida em 68,1%. Foi verificada maior dose de insulina total e bolus nos adolescentes (p= 0,024, p= 0,007). A média de reutilização da agulha para aplicação foi de 7,6 vezes. Enquanto a lipo-hipertrofia foi diagnosticada pelo médico em 47,8% dos pacientes, apenas 34,7% destes referiam sua presença. Conclusão: Esse estudo permitiu conhecimento sobre uso de insulina em pacientes com DM1 e seus resultados irão estimular melhores práticas relacionadas à saúde desses pacientes.

Biografia do Autor

Priscila Macêdo Fernandes, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Residente de Endocrinologia Pediátrica, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Luana Pontes Vasconcelos Lima, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Residente de Endocrinologia Pediátrica, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Annelise Barreto de Carvalho, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente, Médica assistente e Preceptora, Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Luciana Felipe Ferrer Aragão, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Mestrado em Pediatria, Médica assistente e Preceptora, Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Milena Silva Sousa, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Mestranda em Ciências Médicas, Médica preceptora, Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Renan Magalhães Montenegro Junior, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Doutorado em Clínica Médica, Professor Associado da Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC), Gerente de Ensino e Pesquisa dos Hospitais Universitários (UFC/EBSERH).
Ana Paula Dias Rangel Montenegro, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
Doutorado em Ciências Médicas, Médica assistente e Preceptora, Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Publicado
2018-12-26
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS