Mortalidade materna e qualidade do preenchimento das declarações de óbito em um hospital escola de referência do Ceará

  • Priscila Fiusa Lyra Miná Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Jordana Parente Paiva Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará.
  • Francisco Edson de Lucena Feitosa Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Denise Ellen Francelino Cordeiro Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
Palavras-chave: Mortalidade materna, Atestado de óbito, Causas de morte

Resumo

Objetivos: descrever a frequência da mortalidade materna na Maternidade Escola Assis Chateaubriand no período de janeiro de 2011 a julho de 2015 e avaliar o correto preenchimento das respectivas declarações de óbito (DO). Metodologia: estudo descritivo, de coorte, realizado através da coleta de dados de prontuários e das declarações de óbito emitidas no período do estudo. Resultados: sessenta óbitos ocorreram no período do estudo, sendo três excluídos da análise. Dos óbitos, 66,67% foram classificados como de causa obstétrica direta, 26,32% obstétrica indireta e 5,26% não obstétrico. As causas básicas dos óbitos foram distribuídas nos seguintes grupos: hipertensiva 22,81%; hemorrágica 21,05%; infecciosa 17,54%; complicação cirúrgica 7,02%; tromboembolismo pulmonar 7,02%; neoplásica 5,26%; outro 17,54%. De todos os óbitos, 71,7% ocorreram no período do puerpério. Foram encontrados 66,67% de preenchimentos incorretos na causa básica da morte das declarações de óbito emitidas. Dentre os motivos para o preenchimento incorreto, considerou-se o uso de termos vagos (falência ou disfunção de múltiplos órgãos; siglas como AVC) ou uso de termos não classificados na CID-10. Conclusão: sugere-se uma melhor capacitação do profissional médico, uma vez que a DO é um instrumento de preenchimento obrigatório pelo médico, além de principal fonte de informações sobre o perfil de mortalidade do país.

Biografia do Autor

Priscila Fiusa Lyra Miná, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Residência em Ginecologia e Obstetrícia, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC).
Jordana Parente Paiva, Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará.

Mestrado em Ciências Clínico-Cirúrgicas, Universidade Federal do Ceará (UFC). Presidente da Comissão Hospitalar de Prevenção ao óbito materno, infantil e fetal, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).

Francisco Edson de Lucena Feitosa, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
Doutorado em Tocoginecologia, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor adjunto, Departamento de Saúde Materno-Infantil, Universidade Federal do Ceará (UFC), Chefe da Divisão de Cuidado da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).
Denise Ellen Francelino Cordeiro, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
Residência em Ginecologia e Obstetrícia, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC).
Publicado
2018-12-26
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS