Tromboflebite pélvica séptica em puérpera: relato de caso

  • Mayanna Oliveira Rolim Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Nadiejda Mendonça Aguiar Nobre Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Marcelo Lopes Barbosa Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Emilcy Rebouças Gonçalves Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Danielle Mourão Martins Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Camila Sampaio Nogueira Universidade Federal do Ceará (UFC)
Palavras-chave: Tromboflebite, Ovário, Febre, Puerpério, Pós-Parto, Anticoagulantes

Resumo

Introdução: A trombose de veia ovariana (TVO) é uma condição rara mas potencialmente grave, ocorrendo predominantemente no período pós-parto. A clínica é inespecífica, geralmente manifestando-se como síndrome abdominal dolorosa febril. Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 32 anos, gestante (G4P4 vaginais), a termo com quadro clínico de convulsão seguida de parada cardiorrespiratória no hospital de origem. Evoluiu para parto vaginal após drogas sedativas e hemorragia puerperal levando a choque hipovolêmico revertido após drogas vasoativas. Paciente iniciou quadro de febre persistente apesar de culturas negativas e uso de antibióticos de largo espectro. Realizado tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve que evidenciou tromboflebite de veia gonadal direita. Iniciado anticoagulação plena com melhora do quadro febril após 48 horas. Conclusão: A paciente do caso apresentou melhora clínica logo em seguida a anticoagulação e não houve efeitos adversos. Nos últimos 20 anos, a introdução da TC e da ressonância magnética (RNM) revolucionou o diagnóstico de tromboflebite pélvica que permite avaliar o diagnóstico e inclusive a resposta à terapia com heparina. O manejo anticoagulante da TVO persiste controverso até os dias atuais, porém quando associado à antibióticos apresentou-se segura e com boa reposta clínica.

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Publicado
2019-11-27
Seção
RELATOS DE CASO