http://periodicos.ufc.br/revletras/issue/feed Revista de Letras 2021-07-30T15:41:46-03:00 Maria Elias Soares melias@ufc.br Open Journal Systems <p>A Revista de Letras é uma publicação conjunta dos Programas de Pós-Graduação em Letras, e em Linguística da UFC. Trabalhos de mestrandos ou doutorandos somente serão aceitos quando em coautoria com seu orientador. Esses trabalhos podem estar na forma de artigo,ensaio, debate, ou retrospectiva (estado da arte).</p> http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71441 Sumário/Contents 2021-07-19T15:55:08-03:00 Revista de Letras revistadeletras.ufc@gmail.com <p>Sumário/Contents</p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71442 Apresentação/Presentation 2021-07-18T09:25:07-03:00 Revista de Letras revistadeletras.ufc@gmail.com <p>Apresentação/Presentation</p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71443 A IMPORTÂNCIA DE ESTUDOS DE AVALIAÇÃO E PERCEPÇÕES SOCIOLINGUÍSTICAS 2021-07-18T10:53:03-03:00 Lívia Oushiro revistadeletras.ufc@gmail.com <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Este trabalho busca argumentar que (i) assim como a produção linguística, as avaliações e as percepções são demonstravelmente variáveis e ordenadas; e (ii) os estudos sobre avaliações e percepções são fundamentais não só para a compreensão sobre processos de variação e mudança linguística (Weinreich, Labov &amp; Herzog, 2006 [1968]), mas também para a promoção do respeito linguístico (Scherre, 2020). Para tanto, resenham-se inicialmente alguns estudos que tratam de avaliações e de percepções, e que demonstram a sistematicidade de seus padrões de variação; em seguida, apresenta-se sinteticamente um método para modelagem de campos indexicais (Eckert, 2008), conceito que permite operacionalizar os múltiplos significados sociais de variantes linguísticas. Argumenta-se, em última instância, que os próprios linguistas ainda pouco conhecem sobre os mecanismos de associação entre certas variantes e significados sociais, e que a ampliação de estudos sistemáticos sobre avaliações e percepções sociolinguísticas é peça-chave para o combate ao preconceito linguístico e a promoção da diversidade linguística.</span></p> <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><strong> <span class="fontstyle0">Palavras-chave</span></strong><span class="fontstyle1"><strong>:</strong> avaliações e percepções linguísticas; significados sociais; respeito linguístico.</span> <br></span></p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71449 AVALIAÇÃO DA VARIAÇÃO TER/HAVER EXISTENCIAIS E DA CONCORDÂNCIA VERBAL COM HAVER EXISTENCIAL NA LÍNGUA ESCRITA 2021-07-18T09:25:17-03:00 Elyne Giselle de Santana Lima Aguiar Vitório revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Com o objetivo de analisarmos se há significados sociais positivos, negativos ou neutros associados ao uso dos verbos ter e haver em contextos existenciais na língua escrita, mensuramos as normas subjetivas de estudantes universitários do sertão alagoano em relação à variação ter e haver em sentenças existenciais e à variação na concordância verbal com haver existencial na escrita. Para tanto, recorremos à Teoria da Variação Linguística (LABOV, 2008 [1972]) e adotamos uma abordagem direta (FASOLD, 1996; MORENO FERNÁNDEZ, 1998), considerando sete parâmetros de julgamento social: formal, conservador, sofisticado, bonito, escrever bem, ler muito e nível de estudo. Os dados mostram uma avaliação mais neutra para o uso do verbo ter, mas uma avaliação mais positiva para a pluralização do verbo haver existencial. O uso do verbo ter é mais associado à escolarização mais baixa, não ser formal e não ser conservador, ao passo que a pluralização de haver é mais avaliada como formal, sofisticada e associada ao nível mais alto de estudo.</span></p> <p><strong><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span></strong><span class="fontstyle0"><strong>:</strong> Variação linguística. Avaliação linguística. Sentenças existenciais.</span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71450 MULTILINGUISMO NOS PALOP: PERFIL SOCIOLINGUÍSTICO E AVALIAÇÃO LINGUÍSTICA EM GUINÉ-BISSAU 2021-07-18T09:35:32-03:00 Cássio Florêncio Rubio revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o português encontra-se em situação de contato com outras idiomas e, em determinados contextos, com línguas étnicas, já presentes naqueles territórios em período pré-colonial. Considerando essas situações de contato linguístico, buscamos apresentar reflexões sobre o contexto sociolinguístico de falantes multilíngues de Guiné-Bissau, associando a caracterização sociolinguística da comunidade à avaliação das línguas em contato. Como subsídio teórico principal, amparamo-nos nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 1966, 2008). Os resultados empregados na discussão provêm de corpus composto de 100 inquéritos coletados entre estudantes guineenses no Brasil e em Guiné-Bissau (RUBIO; CÁ, 2019; CÁ; RUBIO, 2019). Aponta-se, na comunidade, status elevado da língua portuguesa, apesar do emprego de outras línguas locais em situações do dia a dia. Constata-se uma divisão funcional de uso das línguas entre os falantes multilíngues inseridos nesta realidade.<br></span></p> <p><strong><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span></strong><span class="fontstyle0">Multilinguismo. Contato linguístico. Português. Crioulo guineense. Línguas étnicas.</span></p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71451 VARIAÇÃO DISCURSIVA E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: CONECTORES EM TEXTOS NARRATIVOS ESCRITOS 2021-07-18T10:50:46-03:00 Maria Alice Tavares revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Neste texto, mostro que pesquisas sobre variáveis discursivas são excelentes fontes de informações para o tratamento de itens discursivos nas escolas de nível básico. Os exemplos provêm de pesquisas sobre os conectores E e AÍ. Estudos sociolinguísticos (ABREU, 1992; GÖRSKI; TAVARES, 2013; FREITAG et al., 2013, entre outros) observaram problemas no uso desses conectores em textos escritos por alunos de diferentes níveis de escolaridade. Por um lado, há uma tendência de alta frequência do AÍ em textos de indivíduos em fases iniciais de escolarização. Por outro lado, há uma tendência de alta frequência do E em textos de indivíduos com maior tempo de escolarização. Com base nessas descobertas, apresento sugestões para a abordagem a conectores no ensino básico, distribuídas em três eixos: (i) experienciação e análise linguística; (ii) avaliação sociolinguística; e (ii) aplicação na produção de textos. Defendo que a adoção de um embasamento sociolinguístico para o ensino de língua portuguesa nos permite explorar com profundidade características morfossintáticas, semânticopragmáticas e estilísticas de itens discursivos.<br></span></p> <p><span class="fontstyle0"><strong>Palavras-chave:</strong> Variação discursiva. Ensino. Conectores. <br></span></p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71452 COMENTÁRIOS SOBRE A ORDEM SUJEITO-VERBO EM ANÚNCIOS DE JORNAIS DO BRASIL OITOCENTISTA 2021-07-18T10:00:23-03:00 Leandro Silveira de Araujo revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este trabalho faz uma breve apreciação sobre alguns aspectos da colocação do sujeito na oração da língua portuguesa, empregada no Brasil do século XIX. A análise se desenvolveu a partir de uma seleção de anúncios jornalísticos oitocentistas, compilados na obra “Os Preços Eram Commodos... Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX” (GUEDES, BERLINK, 2000). Os dados observados foram contrapostos a estudos sobre ordem no português (DIAS, 1959; MATTOSO CÂMARA JR., 1975; PONTES, 1987). Sob uma perspectiva especialmente quantitativa, foi possível observar que em anúncios oitocentistas a ordem mais favorecida foi a não-marcada, isto é, com sujeito anteposto ao verbo (60%). Contudo, ainda assim identificamos um alto percentual (40%) de ocorrências da colocação marcada, em que o sujeito é posposto ao verbo. A elevada recorrência desse último dado se dá, em parte, devido ao gênero discursivo, que favorece, por exemplo, o uso de passivas sintéticas. Por fim, observamos que o modelo de posicionamento do sujeito já estava definido no século XIX.<br></span></p> <p><strong><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span></strong><span class="fontstyle0"><strong>:</strong> Ordem Sintática; Português Brasileiro; Século XIX</span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71453 FORMAS SIMPLES E PERIFRÁSTICAS DE PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO INDICATIVO E DE PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO EM VARIAÇÃO 2021-07-18T10:08:51-03:00 Márluce Coan revistadeletras.ufc@gmail.com Francisco José Gomes de Sousa revistadeletras.ufc@gmail.com Laila Cavalcante Romualdo revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Via análise de 837 dados de 1887 a 2012, provenientes de revistas históricas do Instituto do Ceará, mostramos como a forma de pretérito mais-que-perfeito simples foi perdendo espaço ao imperfeito do subjuntivo na codificação da função conjuntiva, especializando-se em contextos bastante restritos, especialmente aqueles nos quais há verbo de estado, dicendi ou modal, bem como ausência de conector. Ademais, seu principal nicho de ocorrência é a sincronia de 1887 a 1899. Em análise global, os dados estão assim distribuídos: 39 dados de pretérito mais-que-perfeito simples, 609 dados de pretérito imperfeito do subjuntivo, 85 de pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo, 11 de perífrase verbal do mais-que-perfeito simples do indicativo e 93 de perífrase verbal do pretérito imperfeito do subjuntivo. Em termos teóricos, aludimos a dois dos princípios de mudança propostos por Weinreich, Labov e Herzog (1968): transição e restrições. Mostramos o cenário de transição, ao considerarmos tendências de uso de cada uma das formas sob análise por sincronia: 1887-1899; 1944-1956 e 2000-2012, bem como restrições de uso, ao mapearmos contextos de ocorrência por tipo verbal, uso de conector, polaridade, tipo oracional, gênero textual e sincronia. Trata-se de empreitada que possibilita mais conhecimento sobre a gramática do Português e sobre a história da língua, por mostrar como certas mudanças foram consolidadas, que fatores contribuíram e quais são, ainda, os contextos de resistência.</span></p> <p><span class="fontstyle0"><br><span class="fontstyle2"><strong>Palavras-chave: </strong></span><span class="fontstyle3">função conjuntiva, pretérito mais-que-perfeito, pretérito imperfeito do subjuntivo.</span> <br></span></p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71454 PRETÉRITO IMPERFEITO (INDICATIVO/SUBJUNTIVO): ANÁLISE VARIACIONISTA DA FUNÇÃO DE COTEMPORALIDADE A UM PONTO DE REFERÊNCIA PASSADO NO FALAR POPULAR DE FORTALEZA 2021-07-18T10:18:47-03:00 Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo revistadeletras.ufc@gmail.com Francion Maciel Rocha revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">O presente trabalho tem como objeto de estudo a variação entre o pretérito imperfeito do indicativo e o pretérito imperfeito do subjuntivo na função de cotemporalidade a um ponto de referência no passado, sob o aparato teórico-metodológico da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008) e do Funcionalismo (GIVÓN, 2001; 1993). Foram analisados trinta e seis informantes do NORPOFOR (Norma Popular de Fortaleza), distribuídos em células ortogonais por sexo, faixa etária e escolaridade. Localizamos, nos inquéritos, 123 dados, sendo 74 de imperfeito do indicativo e 49 de imperfeito do subjuntivo, os quais foram testados mediante os seguintes grupos de fatores: </span><span class="fontstyle2">tipo de oração subordinada; tipo de verbo da oração principal; presença/ausência de advérbio ou locução adverbial na oração principal; presença/ausência de locução verbal na subordinada; sexo; faixa etária </span><span class="fontstyle0">e </span><span class="fontstyle2">escolaridade</span><span class="fontstyle0">. Os resultados obtidos indicam que a oração subordinada substantiva e os verbos cognitivos na oração principal motivam o uso do imperfeito do indicativo.</span></p> <p><span class="fontstyle0"><br></span><strong><span class="fontstyle3">Palavras-Chave: </span></strong><span class="fontstyle0">Tempo. Variação. Cotemporalidade. Ponto de referência.</span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71455 COMPORTAMENTO DA NASAL PALATAL /ɲ/: ANÁLISE VARIACIONISTA 2021-07-18T10:18:42-03:00 Dermeval da Hora revistadeletras.ufc@gmail.com Larissa Moraes Pedrosa revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">A posição de ataque silábico, em geral, é preenchida por poucas consoantes que estão sujeitas a processos de variação. Dessas consoantes, destacam-se as oclusivas dentais /t,d/ e as soantes palatais /ɲ, ʎ/. Este texto trata da nasal palatal. O objetivo principal é discutir o comportamento desse segmento na comunidade de João Pessoa – PB - Brasil, considerando restrições sociais e estruturais. Como objetivos específicos são delineados: (a) identificar quais as condições estruturais e sociais que podem condicionar a variação da nasal palatal /ɲ/; (b) identificar qual a preferência do falante em relação às variantes, se o apagamento ou manutenção da nasal palatal; (c) identificar o estágio em que se encontra o processo de variação que envolve esse segmento, se variação estável ou indício de mudança linguística em progresso. Os dados trabalhados foram retirados do Projeto Variação Linguística no Estado da Paraíba – VALPB (1993), de onde foram selecionados 34 falantes, estratificados de acordo com o sexo, a faixa etária e os anos de escolarização. Ao lado das restrições sociais, foram controladas restrições estruturais. O tratamento estatístico foi realizado com a utilização do Programa Goldvarb X que selecionou como relevantes para o apagamento da nasal palatal as restrições estruturais (contexto fonológico precedente, contexto fonológico seguinte, número de sílabas, tonicidade, categoria gramatical) e as restrições sociais (sexo, faixa etária e anos de escolarização).<br></span></p> <p><strong><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span></strong><span class="fontstyle0"><strong>:</strong> Nasal palatal. Variação linguística. Projeto VALPB. Restrições linguísticas. Restrições sociais.</span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71456 O ENSINO DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA NA PERSPECTIVA DA SOCIOLINGUÍSTICA: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR COM LETRAS DE MÚSICA DE CAPOEIRA 2021-07-18T10:24:44-03:00 Fábio Fernandes Torres revistadeletras.ufc@gmail.com Munirah Lopes da Cruz revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este artigo tem por objetivo refletir sobre o ensino de língua portuguesa como língua materna, numa perspectiva sociolinguística e interdisciplinar, a partir de elementos da cultura afro-brasileira relacionados às diversidades linguística e cultural do país. Metodologicamente, a partir de letras de músicas de capoeira, propõem-se questões com o propósito de despertar a consciência dos alunos sobre os processos históricos associados à formação da nossa sociedade e de nossa variedade linguística, sobre a diversidade do português brasileiro e sobre os preconceitos sociais presentes em nossa sociedade, dentre eles, o linguístico. As reflexões baseiam-se nos pressupostos da Sociolinguística, introduzidos por Labov (2008), e nas contribuições desse modelo para o ensino de língua materna (BORTONI-RICARDO, 2004; FARACO, 2008, 2015, BAGNO, 2002, entre outros). As conclusões decorrentes dessas reflexões sugerem, como forma de despertar a consciência linguística dos fenômenos variáveis e combater o preconceito linguístico, a abordagem de questões sociais e culturais relacionadas à formação das variedades linguísticas e da realidade sociolinguística brasileira.</span></p> <p><strong><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span></strong><span class="fontstyle0">sociolinguística, língua portuguesa, ensino.</span></p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71457 USO VARIÁVEL DA CONCORDÂNCIA VERBAL EM CONSTRUÇÕES DE VOZ PASSIVA SINTÉTICA NA ESCRITA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS CEARENSES 2021-07-18T10:35:22-03:00 Hugo Leonardo Pereira Magalhães revistadeletras.ufc@gmail.com Hebe Macedo de Carvalho revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este estudo</span><span class="fontstyle0">&nbsp;</span><span class="fontstyle0">tem como objetivo analisar a variação da concordância verbal em construções de voz passiva sintética, à luz dos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008 [1972]). Os dados foram coletados em dois jornais da cidade de Fortaleza, considerando os gêneros textuais: editorial, artigo de opinião e notícia. Os resultados indicam que 59,5% das ocorrências apresentam o verbo com marca explícita de plural em relação ao sintagma nominal posposto no plural. Formas verbais perifrásticas e infinitivas favorecem a não concordância verbal, nesse tipo de construção. O gênero notícia desponta com maior percentual de formas verbais sem marca flexional de plural em relação ao SN posposto.</span></p> <p><span class="fontstyle0"><br></span><span class="fontstyle2"><strong>Palavras-chave:</strong> </span><span class="fontstyle3">concordância verbal; voz passiva sintética; jornais cearenses.</span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71458 INTERFERÊNCIA NO PAR LINGUÍSTICO PORTUGUÊS-ESPANHOL: UM ESTUDO SOBRE A NASALIDADE EM TEXTOS ESCRITOS POR VENEZUELANOS 2021-07-18T10:38:50-03:00 Fabricio Paiva Mota revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">O contato linguístico é a relação entre duas ou mais línguas em uma mesma localidade, as quais compartilham espaços comuns, tais como áreas de comércio e de educação, principalmente em áreas fronteiriças. Roraima faz fronteira com dois países: Venezuela e Guiana. O objetivo geral desta tese é analisar as interferências linguísticas presentes em produções textuais de venezuelanos aprendizes de português na fronteira Brasil/Venezuela. Para este artigo, fundamentamo-nos em Weinreich (1974 [1953]), Silva-Valdivia (1994) e Siguan (2001) para definir interferência. Os autores a conceituam como a influência de uma língua A sobre uma língua B, o que resulta em estruturas que não pertencem ao sistema gramatical de nenhuma das línguas envolvidas. A coleta dos dados aconteceu entre os anos de 2015 e 2017 em um curso de português para estrangeiros na fronteira Brasil/Venezuela. O </span><span class="fontstyle2">corpus </span><span class="fontstyle0">foi composto por 47 redações escritas por 23 venezuelanos. Para este artigo, selecionamos as interferências correspondentes a nasalidade e podemos concluir que os informantes ora grafam <span class="fontstyle2">-n </span>ora grafam <span class="fontstyle2">-m </span>em contexto de final de palavra. Ao grafar <span class="fontstyle2">-n</span>, o informante marca apenas esse elemento como sendo de sua língua materna, pois o radical da palavra está em português.<br></span></p> <p><span class="fontstyle0"><span class="fontstyle3"><strong>Palavras-chave: </strong></span>Contato linguístico. Interferência linguística. Português como Língua Estrangeira. <br></span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71459 AVALIAÇÃO E ATITUDES SOCIOLINGUÍSTICAS NO PORTUGUÊS EUROPEU MADEIRENSE 2021-07-18T10:44:02-03:00 Aline Bazenga revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Esta pesquisa apresenta análises sobre avaliação linguistica no português europeu madeirense, através de corpora (entrevistas sociolinguísticas selecionadas a partir da amostra Funchal do CORPORAPOT e Corpus Sociolinguístico do Funchal (CSF)) e de questionários no âmbito de trabalhos de investigação realizados por Andrade (2014), Rodrigues (2018) e Nunes (2019). Foram selecionadas para um exame mais detalhado, duas variáveis sociolinguísticas, objeto de estudos anteriores focados na produção linguística: a realização anafórica de OD (variantes não padrão - </span><span class="fontstyle2">ele, lhe </span><span class="fontstyle0">e realização nula - e variante padrão, com clítico </span><span class="fontstyle2">o</span><span class="fontstyle0">) e as construções existenciais (variante não padrão - com </span><span class="fontstyle2">ter </span><span class="fontstyle0">- e variante padrão - com </span><span class="fontstyle2">haver</span><span class="fontstyle0">). O objetivo central é contribuir para o conhecimento mais aprofundado da sociedade insular, amplamente heterogênea do ponto de vista sociodemográfico e linguístico. Pretende-se, ainda, refletir sobre a possível influência dos significados sociais dos usos linguísticos e dos mecanismos subjacentes a esta inter-relação, de modo a melhor perceber se estamos perante uma comunidade de fala madeirense ou de uma pluralidade de comunidades de fala locais, geográfica e socialmente situadas na ilha da Madeira. Os resultados mostram, por um lado, que os falantes madeirenses têm consciência da diversidade linguística existente no território insular e do seu significado social, e, por outro, existe uma tendência à correlação entre variáveis sociolinguísticas e variáveis sociais (idade e nível de escolaridade dos participantes) que deverá ser levada em conta nos futuros trabalhos de investigação.<br></span></p> <p><span class="fontstyle0"><strong>Palavras-Chave:</strong> Avaliação Sociolinguística; Variáveis Linguísticas; Português Madeirense. <br></span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/71460 POR ONDE TRANSITAM O TU E O VOCÊ NO NORDESTE? 2021-07-18T10:49:21-03:00 Maria Marta Pereira Scherre revistadeletras.ufc@gmail.com Carolina Queiroz Andrade revistadeletras.ufc@gmail.com Rafael de Castro Catão revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Neste texto, focalizamos a distribuição dos pronomes pessoais de segunda pessoa no singular na posição de sujeito em pesquisas da região Nordeste do Brasil, com ponderações sobre a projeção de seis subsistemas feita por Scherre et al (2015) e sobre aspectos interacionais em função do tipo de coleta de dados. Tomamos como base o desenho do mapa dos pronomes de segunda pessoa de Scherre et al (2015), as reflexões de Scherre e Andrade (2019), o redesenho do mapa de Scherre, Andrade e Catão (2020) e a apresentação de Scherre (2020) no V Fórum de Estudos Linguísticos do Ceará (FELCE), a partir de diversas análises de pesquisadores brasileiros até 2020. Apresentamos um novo mapa da região Nordeste com percentuais médios de usos de </span><span class="fontstyle2">você</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">cê</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">ocê</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">tu </span><span class="fontstyle0">sem concordância e </span><span class="fontstyle2">tu </span><span class="fontstyle0">com concordância e o inserimos no mapa para o Brasil. Conclamamos os pesquisadores para produzirem novas análises de dados de conversas naturais para que possamos organizar o mapa da distribuição dos pronomes de segunda pessoa singular mais próximo à complexa realidade geográfica brasileira, bem como entender com precisão seus diversos matizes discursivos.<br></span></p> <p><strong><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span></strong><span class="fontstyle0"><strong>:</strong> pronomes pessoais de segunda pessoa singular; português brasileiro; região Nordeste</span> </p> 2021-07-17T00:00:00-03:00 Copyright (c)