CINEMA, TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA, ESCOLA E FAMÍLIA: UMA ANÁLISE BASEADA NO FILME DEIXE-ME ENTRAR

  • Sinara de Oliveira Branco

Resumo

Este artigo tem o objetivo de desenvolver uma leitura intersemiótica do filme Deixe-me entrar (2010), por Matt Reeves, que envolva o contexto de educação brasileira, observando aspectos da vida em família e o contexto escolar. Serão discutidos, no decorrer da análise, os avanços tecnológicos aplicados ao ensino, bem como o retrocesso humanístico, que deixa o aprendiz a mercê de um sistema educacional que o angustia e o transforma em um ser muitas vezes fronteiriço e monstruoso. A análise será baseada na categoria de tradução intersemiótica, aplicada para desenvolver a leitura crítica de cenas do filme, aliada à visão pós-colonial do monstro que vive na fronteira (BELLEI, 2000), nesse caso, o vampiro psíquico, valendo-se do ambiente cibernético e das TICS como ferramentas educacionais para discussão de tal caracterização. Finalmente, serão apresentadas conclusões que direcionam o olhar para um ambiente educacional violento e angustiante, muitas vezes gerado pela falta de apoio familiar e acompanhamento psicológico.

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