(Cosmo) ontologias indígenas no semiárido

Autores

  • Nívia Paula Assis PUCRS/ UNIVASF

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/ep.v6i.60416.2020

    Palavras-chave:

    Indígenas. Semiárido. Perspectivismo

    Resumo

    Este artigo trata das cosmo-ontologias indígenas de dois povos originários do semiárido brasileiro: os Xarcriabá e os Tuxá. As informações etnográficas, por sua vez, foram extraídas dos trabalhos de Maria Hilda Paraíso (1987) e Orlando Sampaio Silva (1997). Para realizar as respectivas análises, considerou-se alguns princípios da teoria antropológica aproximativa do pensamento indígena conhecida como Perspectivismo Ameríndio. O principal sistematizador dessa teoria é o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (1996), e, segundo esse pesquisador, trata-se da tentativa de trazer à tona a cosmopráxis indígena, por meio de um esquema conceitual virtual (VIVEIROS DE CASTRO, 2001). Tal construção surgiu a partir de estudos sobre povos nativos da Amazônia (BR), mas também se trata de um conjunto de ideias e práticas cotidianas que pode ser encontrado ao longo da América (VIVEIROS DE CASTRO, 2018). Nos contextos analisados, observou-se que alguns preceitos existentes no Perspectivismo podem ser percebidos em práticas xamanísticas de povos nativos do semiárido do Brasil.

     

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    Publicado

    2020-12-20

    Edição

    Seção

    Temática Livre

    Como Citar

    (Cosmo) ontologias indígenas no semiárido. (2020). Em Perspectiva, 6(2), 194-210. https://doi.org/10.36517/ep.v6i.60416.2020