O “tornar-se negro” para o estudante africano e a africana no Brasil: racialização, racismo e construção identitária
DOI:
https://doi.org/10.36517/ep.vi.96447.2025Palavras-chave:
Tornar-se negro, Sofrimento psíquico, Estudantes africanos, UNILABResumo
A questão central desta investigação é o processo de “tornar-se negro” no Brasil, conforme Neusa Santos Souza (2021), com foco na construção social da identidade racial e suas implicações entre estudantes africanos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Ceará. Esses estudantes, oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), vivenciam processos de racialização e os efeitos psicossociais do racismo em sua saúde mental. Parte-se do entendimento de que a migração pode ser fator de vulnerabilidade psíquica, agravada pelas ideologias coloniais e pelo racismo estrutural. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou entrevistas semiestruturadas e enfoque biográfico com vinte estudantes de cursos distintos. Para muitos, a chegada ao Brasil marca o início de uma vivência racializada inexistente em seus países de origem, onde a negritude é a norma. No Brasil, a cor da pele torna-se marcador de exclusão, gerando sofrimento psíquico e a necessidade de redefinição identitária.
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Copyright (c) 2026 Jarciela Pitiandra Lima Correia Sá, Cláudia de Oliveira Alves

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