Representações sobre África nos livros didáticos: uma análise interseccional
DOI:
https://doi.org/10.36517/ep.vi.96684.2025Palavras-chave:
África, Ensino Médio, Lei 10.639, Livro didáticoResumo
O artigo analisa as representações sobre África nos livros didáticos utilizados na rede pública de ensino médio nos municípios do Maciço de Baturité, Ceará, Brasil, partindo de uma análise interseccional (Crenshaw, 2002; Figueiredo e Gomes, 2016). Para isso, analisamos os três livros de História Global (Cotrim 2016a; 2016b; 2016c) e os seis volumes dos livros didáticos Conexões em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (Cotrim et al., 2020a, 2020b, 2020c, 2020d 2020e, 2020f)) com foco na estrutura do livro, sumário e conteúdo escrito e visual. O conteúdo sobre África teve avanços significativos, com tratamento de temas relevantes como as independências ou o apartheid, assim como a referência a intelectuais africanos e afro-brasileiros/as nos livros mais recentes; no entanto, quase não há problematização de questões de gênero nem positivação das imagens de mulheres africanas. Por último, apontamos a importância de aprofundar a implementação da Lei 10639 no que diz respeito aos conteúdos relativos à história e culturas africanas com abordagens interseccionais, e também o papel central que uma universidade como a Unilab tem no avanço do ensino de história e cultura africana na rede de ensino pública.
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Copyright (c) 2026 Natalia Cabanillas, Suzana Manuel Jorge

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