LISTA FLORÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DO GÊNERO EUGENIA L. (MYRTACEAE) NO NORDESTE SETENTRIONAL, COM FOCO NO CEARÁ

Autores

  • Carla Bruna Araujo Couto de Alencar
  • Mariana de Oliveira Bunger

Resumo

O gênero Eugenia L. (Myrtaceae) é o mais rico dentre as Myrtaceae neotropicais, com cerca de 42 espécies ocorrendo apenas no estado do Ceará. O objetivo do trabalho é fazer uma checklist das espécies de Eugenia no Nordeste setentrional, que contempla os estados Ceará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Maranhão,focando no estado do Ceará, e fornecer informações sobre a distribuição geográficas das espécies, através de consulta ao Herbário EAC, ao Herbário virtual de Flora e Fungos - rede specieslink e utilização do programa DIVA-GIS para plotagem das espécies no mapa do Ceará. Foi realizada uma lista florística elencando todas as espécies coletadas no Nordeste setentrional e também mapas com ocorrências das espécies ao longo da região foram confeccionados. Foram encontrados registros de 42 espécies, onde Eugenia punicifolia L. é a mais amplamente distribuída, com 226 coletas em todo o estado, principalmente nas formações vegetacionais Cerrado e Carrasco. Ainda existem 197 coletas de Eugenia não determinadas, sendo 105 no Herbário Prisco Bezerra (EAC). O estado está relativamente bem amostrado nas regiões de Crato e Planalto da Ibiapaba e nota-se grandes lacunas de coleta em áreas litorâneas como Beberibe e Dunas da Lagoinha. Já analisando as listas de espécies no Nordeste setentrional, conclui-se que o estado em que há menor coleta do gênero Eugenia é o Rio Grande do Norte, com 302 coletas. Enquanto que o Pernambuco se encontra com a maior amostragem do gênero no Nordeste setentrional, apresentando 990 coletas. Com o uso do splink como fonte de dados para Eugenia e, consequentemente, sobre a família Myrtaceae é possível incrementar tanto o conhecimento taxonômico de Eugenia no Nordeste Setentrional como predizer áreas prioritárias para futuras expedições botânicas em uma região do país com alta riqueza de espécies, ambientes, pressão antrópica e gaps de amostragem.

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Publicado

2019-01-01

Edição

Seção

XXXVIII Encontro de Iniciação Científica