MACROINVERTEBRADOS BENTÔNICOS COMO BIOINDICADORES DA QUALIDADE DA ÁGUA EM RIACHOS INTERMITENTES NO RIO CRUXATI, CEARÁ

Autores

  • Yuri Nunes dos Santos
  • Maria Rita Nascimento Duarte
  • Carla Ferreira Rezende
  • Fernando Bezerra Lopes

Resumo

Os Macroinvertebrados estão relacionados frequentemente a ambientes aquáticos, seja no sedimento, associados à macrófitas ou livres na coluna d’água, sendo possível o uso como bioindicadores, uma vez que variam em função da qualidade da água e são de fácil identificação. Assim, objetivou-se identificar os macroinvertebrados bentônicos e usá-los como bioindicadores de qualidade de água por meio de análise comparativa entre 3 riachos (R1, R2, R3) do Rio Cruxati. O Rio Cruxati é parte da bacia hidrográfica litorânea, e um importante afluente do Rio Mundaú, Ceará. As coletas foram realizadas no mês de maio de 2019; em cada riacho foi definido um transecto de 100 m dividido em 4 seções de tamanhos iguais. Em cada seção foram coletadas amostras de água para as variáveis físico-químicas (FQ): turbidez, temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, salinidade, pH e Eh. Em cada seção, 9 amostras de macroinvertebrados foram coletadas com um surber (malha de 250 µm), em laboratório eles foram triados, identificados a partir de chaves de identificação e mantidos em álcool 70%. Foi feita a análise de componentes principais (ACP) das variáveis FQ entre os riachos e calculada a riqueza e abundância de organismos em cada riacho, seguida de uma análise de variância multivariada permutacional- PERMANOVA para comparar a estrutura da composição. No total foram identificadas 12 ordens. A composição variou significativamente entre R1 e R3 (f=2,21 e p=0,03) e R2 e R3 (f=2,68 e p=0,01). A ACP mostrou que os 2 eixos explicaram 99,99% da variância total, o primeiro explicou 65,56% e as variáveis que contribuíram foram turbidez, temperatura, condutividade elétrica, pH e salinidade; o segundo explicou 34,43% e se relacionou com Eh e oxigênio dissolvido. Os riachos tiveram mais de 70% de sua comunidade composta por Díptera e Gastropoda, sendo estas ordens classificadas como extremamente tolerante e tolerante à poluição, respectivamente, indicando forte presença de poluentes.

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Publicado

2021-01-01

Como Citar

Nunes dos Santos, Y., Rita Nascimento Duarte, M., Ferreira Rezende, C., & Bezerra Lopes, F. (2021). MACROINVERTEBRADOS BENTÔNICOS COMO BIOINDICADORES DA QUALIDADE DA ÁGUA EM RIACHOS INTERMITENTES NO RIO CRUXATI, CEARÁ. Encontros Universitários Da UFC, 5(12), 4675. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/63797

Edição

Seção

V Encontro de Iniciação Acadêmica