DA MARGINALIZAÇÃO AO ANTIPETISMO: UM DUPLO DISCURSO DE ÓDIO
Resumo
Nos últimos anos, o Brasil sofreu mudanças drásticas na sua composição do poder, seguindo uma tendência mundial de voltar-se aos valores conservadores na esfera política com relação ao âmbito social. Este trabalho pretende, portanto, apontar como a desumanização histórica e estrutural de grupos marginalizados (mulheres, negros, índios e LGBT) foi vinculada ao antipetismo e utilizada por Jair Messias Bolsonaro e seus demais correligionários para alimentar o ressentimento e a apreensão da classe média e das elites brasileiras com o fim de promover a sua ascensão no Brasil, aproveitando-se do terreno fértil criado pelo fenômeno internacional do “populismo”, que ressurgiu na contemporaneidade com novas características que valorizam o conservadorismo e o etnocentrismo. Para isso, foram utilizados dados quantitativos coletados durante 25 dias por meio da plataforma Google Forms com o objetivo de analisar como os eleitores de Bolsonaro avaliam o PT e suas políticas públicas de inclusão, demonstrando a existência de uma associação por parte dos bolsonaristas entre os grupos marginalizados e a “petralhada”. Os dados trouxeram afirmativas que comprovaram a hipótese elaborada, evidenciando que os antipetistas bolsonaristas têm uma tendência a acreditar que o PT elaborou mais políticas do que deveria para determinados grupos, o que acabou por removê-los da centralidade do poder. São ainda necessárias análises posteriores e mais aprofundadas para corroborar na construção da tese acerca do tema.Downloads
Publicado
2021-01-01
Edição
Seção
VII Encontro de Programas de Educação Tutorial
Licença
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