A ESTRUTURA FUNCIONAL DE COMUNIDADES VEGETAIS VARIA EM UM GRADIENTE DE SEVERIDADE HÍDRICA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
Resumo
A estrutura de uma comunidade resulta de processos que envolvem fatores determinísticos, estocásticos e a história evolutiva. Através da análise integrada, estrutura filogenética-traços funcionais, é possível inferir sobre quais processos predominam na estruturação de comunidades vegetais. No domínio semiárido brasileiro ocorrem variados níveis de severidade edafo-climática em diversas escalas espaciais. Portanto, trata-se de um bom modelo para a análise de quais processos predominam na estruturação de comunidades sob diferentes níveis de estresse. Para avaliarmos de diferentes condições abióticas na estruturação das comunidades, selecionamos três Unidades de Conservação: 1) ambiente mais seco: Estação Ecológica de Aiuaba, 2) ambiente intermediário: Parque Nacional de Sete Cidades e 3) ambiente mais úmido: Parque Nacional de Ubajara. Para isso, estabelecemos 15 parcelas de 30 x 30 m nas quais realizamos a amostragem da vegetação lenhosa (plantas com diâmetro ao nível do solo maior que 3 cm). A partir da composição de espécies de cada parcela, mensuramos cinco traços funcionais das espécies mais abundantes (mais de cinco indivíduos) e analisarmos a estrutura funcional e o sinal filogenético na comunidade. Encontramos que a estrutura funcional apresenta padrão agregado nos ambientes mais secos, porém variando para padrões aleatórios nos ambientes mais úmidos. Com isso, podemos concluir, preliminarmente, que há mudança de maior importância relativa de processos determinísticos (que geram padrões agregados) em comunidades sob menor restrição hídrica para maior importância de processos estocásticos em comunidades sob menor restrição. Agradecimentos ao ICMBio/CNPq/FUNCAP pelo fomento e PIBIC/CNPq pela bolsa.Downloads
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Publicado
2021-01-01
Como Citar
Siqueira Cruz, T., Gabriel Leal Martins, J., Sousa de Menezes, B., & Soares de Araujo, F. (2021). A ESTRUTURA FUNCIONAL DE COMUNIDADES VEGETAIS VARIA EM UM GRADIENTE DE SEVERIDADE HÍDRICA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO. Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 688. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/73811
Edição
Seção
XL Encontro de Iniciação Científica
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