AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DA PELE DE TILÁPIA DO NILO PARA REPARAÇÃO DE DEFEITOS FASCIAIS EM MODELO DE HÉRNIA ABDOMINAL DE RATO: ANÁLISE CLÍNICA

Autores

  • Liz Rodrigues Picanco
  • Giovana Marina Lucena de Sousa
  • Stephany Ellen de Castro
  • Amanda Madureira Silva
  • Ana Talya Soares Torres
  • Leonardo Robson Pinheiro Sobreira Bezerra

Resumo

Hérnias abdominais possuem alta incidência entre as condições tratadas cirurgicamente. Similarmente, o prolapso de órgãos pélvicos é considerado uma hérnia do conteúdo pélvico no canal vaginal, chega a acometer 50% das mulheres multíparas maiores de 50 anos. A correção cirúrgica era realizada com interposição de telas de material sintético. Contudo, o uso desses materiais pode acarretar erosão para órgãos intra-abdominais, fístulas e infecção; dessa forma foi cancelada a comercialização desses produtos. Diante disso, a busca de um biomaterial que substitua o uso da tela tem sido o foco de inúmeros estudos ao redor do mundo. Avaliar o uso da matriz dérmica de pele de tilápia como opção terapêutica de defeitos fasciais, comparado ao uso de tela de polipropileno, utilizando modelo de hérnia abdominal em ratos. O estudo foi realizado com 100 ratas, em que foi realizada a indução cirúrgica de uma hérnia abdominal. Elas foram divididas em 5 grupos de 20. Em cada grupo, 10 foram submetidas a cirurgia de correção com implantação de tela biológica de pele de tilápia (GT), nas outras 10 foi utilizada tela sintética de polipropileno (GC). Houve a coleta de material da parede abdominal para análise histopatológica, além da avaliação clínica pré e pós-operatória, avaliação dos tecidos e cicatriz cirúrgica durante o sacrifício, com posterior registro fotográfico. Foram analisados dados clínicos a partir do sacrifício dos 3 grupos (D1, D2 e D4) com 15, 150 e 200 dias. No total houveram 7 óbitos, 5 em GT e 2 em GC. Ocorreu recorrência da hérnia em 13 ratos do GT e 2 do GC. Quanto à deiscência da sutura, 5 ratos apresentaram no GT e 3 no GC. Ademais, houve sinais inflamatórios em 13 ratos do GT e 13 do GC. Conclui-se que a pele de tilápia ocasiona maior taxa de óbitos, de deiscência de pele e de herniação, já o grupo controle apresentou maior taxa de inflamação local. Mais estudos são necessários para avaliar o uso do biomaterial para prevenção de hérnias.

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Publicado

2021-01-01

Como Citar

Rodrigues Picanco, L., Marina Lucena de Sousa, G., Ellen de Castro, S., Madureira Silva, A., Talya Soares Torres, A., & Robson Pinheiro Sobreira Bezerra, L. (2021). AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DA PELE DE TILÁPIA DO NILO PARA REPARAÇÃO DE DEFEITOS FASCIAIS EM MODELO DE HÉRNIA ABDOMINAL DE RATO: ANÁLISE CLÍNICA. Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 951. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/74074

Edição

Seção

XL Encontro de Iniciação Científica