DADOS BIOMETRICOS E DESENVOLVIMENTO DE ESPÉCIES ARBÓREAS COM APLICAÇÃO DE RESÍDUO DE CARCINICULTURA

Autores

  • Nicole Sarah Carvalho Ponte
  • Isabel Cristina da Silva AraÚjo

Resumo

A carcinicultura é uma atividade em ascensão cada vez mais atrativa para os aquicultores brasileiros. Entretanto, caso não haja um manejo apropriado, a atividade pode gerar impactos ambientais, como a contaminação do solo e dos recursos hídricos naturais, devido a introdução da matéria orgânica produzida durante o ciclo produtivo. Logo, objetivou-se avaliar o desenvolvimento de espécies arbóreas com diferentes doses de resíduo da carcinicultura. O experimento foi instalado na estufa do Departamento de Engenharia Agrícola, na Estação Meteorológica da UFC, localizada no município de Fortaleza, Ceará. O solo utilizado para preenchimento dos vasos foi coletado em área degradada. O delineamento experimental empregado foi casualizado e esquema fatorial 5 x 2, com quatro repetições, totalizando 40 unidades experimentais. Os tratamentos foram constituídos por cinco doses de resíduo de carcinicultura (0; 5; 10; 15; 20 Mg ha-1) e duas espécies arbóreas nativas utilizadas em recuperação de áreas degradadas: Mimosa caesalpiniaefolia Benth e Handroanthus heptaphyllus. Foi monitorado semanalmente a altura e diâmetro das plantas e após 70 dias do transplantio, foram retiradas para a determinação da massa seca das raízes e parte aérea. Para realização das análises estatísticas, foram utilizados os programas Excel e o SPSS. A partir das avaliações, verificou-se um significativo incremento em altura das plantas de Sabiá, onde a melhor dose foi de 20 Mg.ha-1. Para o diâmetro e as massas secas da parte aérea e das raízes, as melhores doses foram de 15 e 20 Mg.ha-1. Já o Ipê, as doses aplicadas não apresentaram diferenças estatísticas em relação à altura e massa seca da parte aérea e raiz. Para o diâmetro, o resíduo influenciou positivamente, onde a melhor dose observada foi 20 Mg.ha-1. Logo, as maiores doses do resíduo de carcinicultura favoreceram no desenvolvimento do Sabiá, diferentemente do observado no Ipê Roxo, no qual influenciou apenas no diâmetro das plantas.

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Publicado

2021-01-01

Como Citar

Sarah Carvalho Ponte, N., & Cristina da Silva AraÚjo, I. (2021). DADOS BIOMETRICOS E DESENVOLVIMENTO DE ESPÉCIES ARBÓREAS COM APLICAÇÃO DE RESÍDUO DE CARCINICULTURA. Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 1083. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/74206

Edição

Seção

XL Encontro de Iniciação Científica