DETERMINAÇÃO DE ATIVIDADE: ANTIFÚNGICA, ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICA DE CITRUS AURANTIUM L.

Autores

  • Maria Daiane de Freitas
  • Renan de Oliveira Gonçalves
  • Rodolfo Dantas Lima Junior
  • Telma Leda Gomes de Lemos

Resumo

Em estudos anteriores, reportamos a presença de um flavonóide obtido das cascas de Citrus aurantium L., pertencente a classe das flavanonas, que foi isolado, caracterizado e identificado como naringina. Dando continuidade ao estudo das cascas de C. aurantium, primeiramente obteve-se o extrato em acetato de etila, este extrato foi submetido a ensaios biológicos entre: antifúngico sobre três cepas de Candida (C. albicans, C. krusei e C. parapsilosis), antioxidante pelo método do radical DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazil) usando o ácido ascórbico (vitamina C) e Trolox ( ácido 6-hidroxi-2,5,7,8-tetrametilcroman-2-carboxílico ) como padrões positivos, e atividade citotóxica frente a três linhagens de células humanas tumorais PC3 (próstata), HCT-116 (colón-humano), SNB-19 (glioblastoma). O extrato apresentou elevado potencial antifúngico para duas cepas de Candida (C. albicans e C. parapsilosis) exibindo uma porcentagem de inibição maior do que 90 % em ambas. Por conseguinte, foram realizados ensaios para investigação dos mecanismos de ação do extrato frente as duas cepas de Candida, onde foi observado que as células de leveduras, na presença do extrato não produziram espécies reativas de oxigênio (EROs). Contudo, o ensaio da determinação da integridade celular apontou que houve uma desintegração na membrana celular das células fúngicas quando estas foram tratadas com o extrato em estudo. A atividade antioxidante mostrou um IC50 55,55 μg/mL semelhante a naringina (36,21 μg/mL) um composto puro relatado na literatura. O Ensaio de citotoxicidade frente as linhagens de células tumorais PC3 (próstata) e HCT-116 (colón-humano) revelou uma atividade moderada em ambas, com uma porcentagem de inibição de 62,53% e 50,31%, respectivamente, numa concentração de 100 μg/mL. De acordo com os resultados expostos, conclui-se que as cascas dessa espécie é uma fonte promissora de compostos bioativos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2021-01-01

Como Citar

Daiane de Freitas, M., Gonçalves, R. de O., Dantas Lima Junior, R., & Leda Gomes de Lemos, T. (2021). DETERMINAÇÃO DE ATIVIDADE: ANTIFÚNGICA, ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICA DE CITRUS AURANTIUM L. Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 1123. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/74246

Edição

Seção

XL Encontro de Iniciação Científica