MUDANÇAS TEMPORAIS NA DENSIDADE E CRESCIMENTO DE AVICENNIA GERMINANS NA PRESENÇA DAS HERBÁCEAS PIONEIRAS SESUVIUM PORTULACASTRUM E BATIS MARITIMA EM UMA ÁREA DE MANGUEZAL EM RECUPERAÇÃO NA APA DO ESTUÁRIO DO RIO PACOTI, CEARÁ
Resumo
Dando continuidade ao estudo da influência das herbáceas pioneiras Sesuvium portulacastrum e Batis marítima sobre o recrutamento e crescimento de Avicennia germinans em uma área de manguezal em recuperação na APA do Rio Pacoti, foi feita uma visita a área de estudo em Dez/20 para obtenção de dados e comparação com dados pretéritos. O projeto foi iniciado em Dez/2017, onde foram estabelecidos aleatoriamente 5 quadrantes de 16m2 (4x4m) em áreas com a presença de herbáceas e em uma área sem a presença das mesmas, a qual observa-se apenas as plântulas de mangue em desenvolvimento (Controle). Durante todo o período do estudo, Dez/ 2017 até Dez/2020, os indivíduos da espécie de mangue foram contabilizados e, a partir de Fev/2019, foram etiquetados com braçadeiras de plásticos numeradas e medidos quanto a altura (do solo até a gema apical) para o cálculo da taxa individual de crescimento. Também foram analisados os parâmetros ambientais: salinidade, temperatura e sedimento. As maiores densidades de A. germinans foram observadas na mancha de S. portulacastrum (42,15±17,2 ind/m2), maiores do que no período Dez/17-Nov/19 (14,89±7,41 ind/m2), seguido de B. maritima (37,52±12,2 ind/m2) e Controle com 18,37±8,46 ind/m2, também maiores do que no período anterior (10,56±6,19 e 5,43±3,1 ind/m2, respectivamente). A taxa de crescimento foi menor em S. portulacastrum (0.92±1.1 cm/mês), seguida do Controle com 1.27±2.24 cm/mês e B. maritima (1.95±2.2 cm/mês), sendo menores quando comparadas ao período Fev/19-Nov/19 (2,30±2,7; 3,82±4,3; 4,66±3,9 cm/mês, respectivamente). A salinidade média foi 37,49±30,77 em S. portulacastrum; 36,36 ± 29,59 no Controle e de 32,58 ± 27,02 em B. maritima, não diferindo significativamente entre si e com os valores do período Dez/17-Nov/19. O sedimento foi areia muito fina nos três tratamentos e no período anterior (Dez/17-Nov/19). Os dados mostram que há um aumento da densidade e redução quanto as taxas de crescimento de A. germinans ao longo do tempo.Downloads
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Publicado
2021-01-01
Como Citar
Mariana Freire de Oliveira, M., Bracho Villavicencio, C., Rodrigues, L. de O., Beloto, N., & Ernesto Arruda Bezerra, L. (2021). MUDANÇAS TEMPORAIS NA DENSIDADE E CRESCIMENTO DE AVICENNIA GERMINANS NA PRESENÇA DAS HERBÁCEAS PIONEIRAS SESUVIUM PORTULACASTRUM E BATIS MARITIMA EM UMA ÁREA DE MANGUEZAL EM RECUPERAÇÃO NA APA DO ESTUÁRIO DO RIO PACOTI, CEARÁ. Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 1471. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/74594
Edição
Seção
XL Encontro de Iniciação Científica
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