NANOPARTÍCULAS RESPONSIVAS PARA CO-LIBERAÇÃO DE DOXORUBICINA E CURCUMINA

Autores

  • Claudio Brener Arruda Paula
  • Maria José Magalhães Carneiro
  • Regina Celia Monteiro de Paula

Resumo

Copolímeros por enxertia à base de polissacarídeos e polímeros sintéticos podem apresentar a capacidade se auto-organizar em nanopartículas com sensibilidade a estímulos externos característicos de ambientes tumorais como pH e temperatura e são promissores sistemas de liberação controlada de fármaco. Estes sistemas podem promover um tratamento anticâncer com menor efeito colateral, comparado aos tratamentos convencionais. Como o pH do tecido tumoral é mais ácido que dos tecidos saudáveis, nanopartículas poliméricas produzidas via formação de base de Schiff (ligação imina), que podem ser desfeita em meio ácido, promovem a liberação seletiva do fármaco anticancerígeno preferencialmente nas células tumorais. Desse modo, o presente trabalho teve como objetivo preparar nanopartículas à base de dextrana oxidada e poli(N-isopropilacrilamida) via formação de base de Schiff, como plataforma para co-incoporação de doxorrubicina (DOX) e curcumina (CUR) de modo a promover um maior efeito terapêutico, potencializado pela ação sinergética. A síntese do copolímero, denominado D45kP30k, foi confirmada por espectroscopia de absorção na região do Infravermelho (FTIR) e ressonância magnética nuclear (RMN). As análises de espalhamento de luz dinâmico (DLS) mostraram que os copolímeros são termo e pH-responsivos. Os copolímeros foram capazes de se auto-organizar em nanopartículas após estímulo térmico, com tamanho de 133,0 nm ± 4,0 e índice de polidispersão (IPD) de 0,21. A integridade das nanopartículas foi mantida em pH 7,4, enquanto em pH 5,0 os tamanhos das nanopartículas aumentaram. A confirmação da presença de doxorrubicina e curcumina nas nanopartículas foi constatada por FTIR, com o surgimento de bandas específicas das estruturas de cada fármaco. As nanopartículas carregadas com DOX e CUR, denominadas D45kP30k-DOX-CUR, apresentaram tamanho de partículas de 61,0 ± 3,1 nm com IPD < 0,25 e carga de fármaco de DOX e CUR de 12,6% ± 0,7 e 11,0% ± 0,7, respectivamente.

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Publicado

2021-01-01

Como Citar

Brener Arruda Paula, C., José Magalhães Carneiro, M., & Celia Monteiro de Paula, R. (2021). NANOPARTÍCULAS RESPONSIVAS PARA CO-LIBERAÇÃO DE DOXORUBICINA E CURCUMINA. Encontros Universitários Da UFC, 6(2), 1477. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/74600

Edição

Seção

XL Encontro de Iniciação Científica