ASSOCIAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA E A CAPACIDADE FUNCIONAL EM PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA.

Autores

  • Kettleyn Alves Paiva
  • Paulo Henrique Sousa Cavalcante
  • Natália Virgínia da Silva Castro
  • Mikaely Lima Melo
  • Julia Maria Sales Bedê
  • Daniela Gardano Bucharles Montalverne

Resumo

INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa que pode resultar de várias anormalidades estruturais e funcionais do coração, o que interfere no enchimento ou ejeção ventricular. Inúmeras alterações na função muscular começam a surgir, que são peculiares à fisiopatologia da IC, em decorrência da redução do aporte sanguíneo para a musculatura periférica e respiratória, além do aumento exacerbado da resposta vasoconstrictora em caráter crônico. OBJETIVO: Analisar a associação entre a força muscular periférica e a capacidade funcional em pacientes portadores de insuficiência cardíaca. METODOLOGIA: Estudo transversal, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa com pacientes portadores de IC atendidos pela Liga Cardiovascular da Fisioterapia no Hospital Universitário Walter Cantídio no período de maio à julho de 2021. Foi aplicado inicialmente um questionário com dados sociodemográficos e dados referentes à condição de saúde. A capacidade funcional foi pelo teste da caminhada dos 6 minutos (TC6). A força muscular periférica (FMP) foi realizada avaliando-se a força de pressão manual por um dinamômetro. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). RESULTADOS: Foram avaliados 39 indivíduos, com média de idade de 62±14 anos, sendo a maioria do sexo masculino (59% n=23). No TC6 foi verificado uma redução de 12% na distância percorrida quando comparada a esperada (p=0,023) e na força muscular periférica essa redução foi de 25% (p=0,000) no membro dominante, de 19% (p=0,000) no membro não dominante. Não foi observado correlação entre o TC6 com a FMP (r= ,269, p=0,136 e r= ,237, p=0,184, respectivamente lado dominante e não dominante). CONCLUSÃO: A população estudada apresentou redução na distância percorrida do teste de caminhada de 6 minutos (TC6), força muscular periférica, mas não foi evidenciado a correlação entre o TC6 com o teste de força muscular periférica.

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Publicado

2021-01-01

Edição

Seção

XIV Encontro de Experiências Estudantis