PERCEPÇÃO SOBRE O CAPACITISMO POR UNIVERSITÁRIOS DA FAMED-UFC

Autores

  • Luis Augusto dos Santos Silva
  • Helena Dias Pereira
  • Vitória Azevedo Albuquerque
  • Antônia Ionésia Araújo do Amaral
  • Danielle Macedo Gaspar

Resumo

Introdução: A lei 13.146 de 2015, conhecida como LBI (lei brasileira de inclusão), possui como um dos pontos principais a percepção da deficiência como um fenômeno biopsicossocial, ou seja, não apenas pela perspectiva biomédica, mas também pelo entendimento que as pessoas com deficiência (PcDs) possuem seus acessos dificultados devido ao capacitismo presente em nossa sociedade. O capacitismo se manifesta pela preconcepção sobre as capacidades que um indivíduo tem ou não em decorrência de sua deficiência, podendo também se traduzir por práticas de opressão contra a pessoa com deficiência (PcD). Apesar de iniciativas como a LBI e o “Setembro Verde” (mês dedicado a inclusão e visibilidade de PcDs), a temática ainda permanece invisibilizada. Objetivo: identificar a percepção de universitários de medicina sobre o capacitismo. Metodologia: Aplicou-se formulário eletrônico via plataforma Google, tendo como público-alvo universitários de medicina da FAMED-UFC do sétimo e oitavo semestres. Obteve-se 18 participantes ao todo, 5 do sétimo e 13 do oitavo. O questionário possuía 6 perguntas objetivas. Resultados: Apenas 61,1% já tinham conhecimento do que é o capacitismo, em contrapartida, 72,2% percebem o capacitismo no seu ambiente acadêmico. Dentre situações entendidas como capacitistas, apesar da frase “você é tão ativo mesmo sendo deficiente, uma verdadeira inspiração” ser a mais classificada como tal, apenas 10 participantes enxergam como uma atitude capacitista categorizar PcDs como heroínas e/ou exemplos de superação. 55,6% não possuem nenhuma PcD em seu ciclo social, 38,9% declaram ter um amigo com deficiência e somente 1 participante tem como parceria afetiva. Conclusão: os dados corroboram que o capacitismo ainda permanece como temática invisibilizada, assim como a presença de PcDs nos ciclos sociais. A falta de contato com a realidade desse grupo populacional pode ser um fator contribuinte para a dificuldade de identificação de situações capacitistas.

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Publicado

2021-01-01

Edição

Seção

XI Encontro de Bolsistas de Apoio a Projetos da Graduação