MARCAS DE CLIO

Autores

  • Caio Lucca Oliveira Leite
  • Antonio Maurício Martins Neto
  • Carolina de Fátima Linhares Augusto
  • Jose Cleuton Barbosa Junior
  • Kenia Sousa Rios

Resumo

O presente trabalho consiste em um relato de atividade aberta ao curso de História, realizada pelo PET História UFC, em meio virtual, no ano de 2021. Trata-se do evento “Marcas de Clio”, que já existe por uma longa duração, mas sempre apresentando novas questões para o campo historiográfico. Seu objetivo consiste em promover uma maior integração entre estudantes e docentes a respeito dos novos saberes e pesquisas produzidos pela historiografia. O campo da História se sustenta a partir de novas pesquisas e novas perspectivas a respeito de temas já tradicionais e até mesmo novos temas que eventualmente são explorados. O evento “Marcas de Clio” se propõe a ser um espaço de socialização, debate, revisão e crítica das novas pesquisas produzidas, ligando graduandos, pós-graduandos e professores. Durante o ano de 2021, os encontros ocorreram de maneira online, através da plataforma Google Meet. Definimos o tema a ser debatido de acordo com os interesses do grupo e convidamos professores da área para conduzir o debate junto aos tutores. O debate foi pautado pela apresentação da pesquisa do professor convidado, onde discutimos as perspectivas teóricas e metodológicas utilizadas, bem como as fontes analisadas. No último “Marcas de Clio” realizado, discutimos escrita pessoal e história da doença, onde a professora convidada foi a Dra. Elane Gomes. Neste encontro, vimos as possibilidades de pesquisa sobre doenças no campo das humanidades, como esse tema, aparentemente restrito as ciências médicas, possui dimensões sociais, culturais e históricas. Também discutimos a metodologia de análise da escrita pessoal como fonte histórica. Nesse caso, vimos o diário do Frei Rossini Samarate, onde ele descreve sua situação como vítima da lepra. A partir desse relato, conversamos sobre o papel social do leproso, a visão cultural da lepra como um castigo escatológico e a consequente marginalidade do doente.

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Publicado

2021-01-01

Edição

Seção

VIII Encontro de Programas de Educação Tutorial