AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE BIOGÁS EM UM BIODIGESTOR EM ESCALA REAL DIGERINDO RESÍDUOS ALIMENTARES

Autores

  • Emile Vitoria Pontes Queiroz
  • Juan Venicios e Silva Pereira
  • Kennedy Bricio Alves Cordeiro
  • Débora Nery de Souza
  • Ronaldo Stefanutti

Resumo

A Política Nacional enfrenta um importante desafio a cada formulação e reavaliação: a matriz energética futura deve refletir ações que reduzam a queima de petróleo, gás e carvão em ritmo cada vez maior, a fim de minimizar a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. O biogás, combustível oriundo de fontes renováveis, é uma alternativa viável aos combustíveis fósseis, sendo composto principalmente por gás metano (CH₄︎), amplamente utilizado como combustível devido à sua alta inflamabilidade. Desse modo, o objetivo do projeto é avaliar um reator em escala real de 1300L, digerindo resíduos alimentares, quanto a eficiência na produção de metano durante um período de 60 dias, de um biodigestor já estabilizado. O biodigestor foi alimentado inicialmente com 1% em termos de sólidos voláteis totais, o equivalente a 32 kg de resíduos alimentares, oriundos do restaurante universitário da UFC, e após a estabilização, a alimentação passou a ser feita de forma semi-contínua, com uma carga de 1,600 Kg de comida/dia, durante 5 dias na semana, com TDH de 30 dias. Durante o período de 2 meses, compreendidos entre julho e agosto de 2022, a produção de biogás foi de 19,34 m³ de biogás com 60,47% em média de metano. Os resultados obtidos mostraram que o sistema operando em escala real mostrou-se bastante eficiente em termos de produção de metano, apesar da carga baixa aplicada, porém, estudos são necessários com a utilização de variadas cargas, a fim de se obter o ponto ótimo na mono digestão de resíduos de alimentos.

Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

VII Encontro de Iniciação Acadêmica

Como Citar

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE BIOGÁS EM UM BIODIGESTOR EM ESCALA REAL DIGERINDO RESÍDUOS ALIMENTARES. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(8), 908. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/85662