REESTRUTURAÇÃO URBANA E O OBSERVATÓRIO DO COMÉRCIO DE FORTALEZA NO CONTEXTO DA PANDEMIA

Autores

  • Antonio Alyson Ripardo de Lima E Silva
  • Alexsandra Maria Vieira Muniz

Resumo

A pandemia do Covid-19,causada pelo novo Coronavírus(SARS-CoV-2)causou um grande prejuízo em diversas áreas em todo o mundo, visto que, por ser um vírus respiratório, é facilmente transmissível, sendo assim acabou se tornando impossível movimentar o país sem por em risco a vida da população. Este trabalho tem como objetivo analisar os impactos socioespaciais no comércio da cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Em 16 de março de 2020 o governo do estado do Ceará decretou situação de emergência em Saúde no âmbito Estadual. Conforme a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o Ceará registrava na primeira semana de julho 122.421 casos de Covid-19, com 6.462 mortes pela doença e 97.166 mil recuperados, com a maioria dos casos especializados na capital. Utilizando dados coletados no Novo CAGED,foi possível analisar o numero de admissões e desligamentos nos setores produtivos(agropecuária, comércio, construção, indústria e serviços). Dentre os resultados constatou-se que em 2020 o mercado de trabalho formal em Fortaleza apresentou grande taxa de desligamentos e poucas contratações, ficando com um saldo negativo de 5.092, o mês de abril se destacou, com um total de 7.498 admissões, contra 26.536 desligamentos. Enquanto que no ano de 2021 os números ficaram com uma menor discrepância, apesar de que ambos seguiam altos, mas com um salto positivo de 36.346,e ao que tudo indica, a situação está melhorando gradualmente, com os dados de 2022 se mostrando com o valor positivo de 23.761,com dados coletados ate o dia 31 de julho.Com base nesses dados é possível concluir que a economia urbana da capital vem retomando o crescimento que se apresentava ainda tímido antes da pandemia como consequência do contexto maior de crise e inflexão ultraliberal.

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Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

VII Encontro de Iniciação Acadêmica