DA CRUZ PARA O FUZIL: A MARCHA PARA JESUS COMO ESPAÇO POLÍTICO ABERTO

Autores

  • Tales Paulo Pereira da Cruz
  • Dirceu Rogerio Cadena de Melo Filho

Resumo

Analisando os movimentos em torno da polarização política estabelecida no cenário atual, o grupo dos evangélicos ganha notoriedade dentre os outros já que representam 30% da população brasileira. Partindo desse pressuposto é possível analisar como movimentos religiosos como a Marcha para Jesus assumem caráter político ao se envolverem com o fenômeno bolsonarista. O presente trabalho busca analisar como a Marcha Para Jesus configura um espaço político aberto, isto é, um espaço de conflito de ideais que acontece em movimento geralmente ocupando o espaço público e expresso de forma efêmera. É importante observar como os símbolos religiosos outrora marcados por forte representatividade da tradição cristã abriram espaço para símbolos políticos, transformando o antigo espaço de devoção em um espaço de debate e apoio a ideologias partidárias. Dessa forma, trabalhamos o assunto por meio do grupo de estudos para entender como esses espaços ganharam o caráter político, além disso indo a campo buscamos analisar como o movimento bolsonarista captou e se apropriou de elementos da fé cristã assumindo o papel de representantes de fé, mesmo que maioria esteja segregado de uma vivência em comunidades cristãs. Partindo da lógica de tudo que foi falado a partir de leituras discutimos no grupo de Geografia Política de maneira que os alunos do Departamento de Geografia desenvolvam um pensamento ao mesmo crítico e atento para entender que esses espaço não possuem só o aspecto devocional, mas que há muito tempo já assumiu um tom político que representa boa parte do que é hoje o movimento conhecido como Marcha para Jesus, evento realizado no Brasil dês de 1993, mas que ganhou o carácter político não tão presentes em anos anteriores após a ascensão bolsonarista e polarização acirrada. O fenômeno do messianismo embutido na figura do presidente explica muito da confusão que se faz entre o sacro e o político, e nós permitir entender essa mudança abrupta dos símbolos de cruz para fuzil.

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Publicado

2022-01-01

Edição

Seção

XII Encontro de Bolsistas de Apoio a Projetos da Graduação