O PROCESSO ANTROPOLÓGICO COMO FATOR EXCLUDENTE DE INDIVÍDUOS DA TERCEIRA IDADE EM TEMPOS ELEITORAIS.

Autores

  • Maria Eduarda Correia Braga
  • Nicole da Silva Araújo
  • Camilla Araujo Colares de Freitas

Resumo

Em tempos de eleição, é imprescindível que haja debates sobre como a desigualdade social, um fenômeno essencialmente antropológico, afeta os diversos âmbitos da comunidade em que vivemos, sobretudo, no processo eleitoral em si. Entretanto, de modo a comparar com a abordagem de outras temáticas, igualmente importantes, é indubitável a carência de discussões sobre as dificuldades encaradas por indivíduos da terceira idade nas eleições, para exercício da cidadania. A priori, é necessário reconhecer que, tal qual todos os atos atos antropológicos, o ato de votar só passa a ser consolidado mediante constância e costume. Ademais, diante desse fato, pode-se constatar que brasileiros de 80 anos, ou seja, nascidos em 1942, tiveram breves momentos de democracia em que puderam participar diretamente, já que aos 18 anos viveram a última eleição presidencial anterior à Ditadura Militar -pouco tempo depois da Ditadura Vargas, que já afastou do Brasil a rotina de eleger, principalmente, o líder do Poder Executivo-, e, apenas em 1989, quando esses em questão tinham 47 anos, foram possibilitados de eleger um Presidente da República. A posteriori, enfim, é mister citar a falta de intimidade dos idosos com as novas mídias digitais, subsidiadas pela internet, que, hodiernamente, consistem em uma das principais fontes de informações sobre políticos -e suas “politicagens” . Destarte, por vezes, pessoas da terceira idade são excluídos do acesso à informações que permitiriam seu maior envolvimento em tempos eleitorais, além de serem, indubitavelmente, as principais vítimas de fake news, ao passo que, a inexperiência coíbe o mais fácil discernimento de notícias falsas diante de caracteres básicos, como fontes graficamente sensacionalistas e links claramente duvidosos. Assim, diante do exposto, pode-se reconhecer o processo antropológico, de construção de costumes, como uma justificativa plena para a baixa adesão de idosos às eleições, representando, em 2018, 5% dos eleitores no País.

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Publicado

2022-01-01

Como Citar

Eduarda Correia Braga, M., Araújo, N. da S., & Araujo Colares de Freitas, C. (2022). O PROCESSO ANTROPOLÓGICO COMO FATOR EXCLUDENTE DE INDIVÍDUOS DA TERCEIRA IDADE EM TEMPOS ELEITORAIS. Encontros Universitários Da UFC, 7(17), 3832. Recuperado de https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/88116

Edição

Seção

XXXI Encontro de Iniciação à Docência