Raízes nefastas do pensamento geográfico no brasil: meio, raça e nação em Oliveira Vianna (1920-1933)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26895/geosaberes.v9i19.673

Palavras-chave:

Oliveira Vianna, Meio, Raça, Discurso Geográfico, Nação

Resumo

O objetivo desse texto é analisar as discussões do pensador brasileiro Oliveira Vianna (1883-1951) sobre raça e meio na sociedade brasileira. Busca-se compreender como esse autor tenta equacionar os dois problemas que envolviam a formação de uma nação brasileira “desenvolvida” e “civilizada” no início do séc. XX; a população composta majoritariamente por “raça inferior” (leia-se, negros, indígenas e mestiços) e as determinações impostas pelo meio tropical tórrido e degenerador. Seguindo uma série de debates sobre um projeto de nação para o Brasil, que se inicia na formação da Primeira República e no pós-abolição e que chega até o Estado Novo, Vianna enxergava na resolução dos problemas da raça e do meio – pela “ciência moderna” – a única saída viável para o país. Acreditando na superioridade “ariana”, o autor enfatiza a necessidade de inserir no território brasileiro população proveniente da Europa. Produzindo um discurso geográfico, o autor estabelece discussões sobre a relação homem-meio e apresenta uma proposta de planejamento regional para a “alocação racional” dos “tipos arianos” nos diversos meios naturais brasileiros. É importante compreender o discurso geográfico de Vianna porque ele influencia uma série de geógrafos posteriores que buscaram discutir a população e o povo brasileiro.

 

Biografia do Autor

  • Diogo Marcal Cirqueira, Universidade Federal Fluminense, Brasil

    Professor do Departamento de Geografia e Polítcias Públicas (UFF).

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Publicado

2018-09-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Raízes nefastas do pensamento geográfico no brasil: meio, raça e nação em Oliveira Vianna (1920-1933). (2018). Geosaberes, 9(19), 1-21. https://doi.org/10.26895/geosaberes.v9i19.673