Dos determinantes tradicionais da migração aos impulsionados pela modernidade líquida nas perspectivas de Alice no País das Maravilhas e de Vidas Secas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26895/geosaberes.v10i21.733

Palavras-chave:

Fluxo migratório, Redes migratórias, Capitalismo leve, Modernidade fluida, Capitalismo pesado

Resumo

O objetivo deste artigo é retratar a coexistência de tradicionais fatores motivadores do ato migratório com os novos determinantes impulsionados pela “modernidade líquida” de BAUMAN (2001), através da análise dos diálogos de Alice com o Gato de Cheshire e com a Rainha de Copas, presentes no livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e do exame da vida e das ações da família de retirantes sertanejos, no livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Percebemos que novos fatores decorrentes das rápidas transformações sociais, econômicas e tecnológicas afetaram irreversivelmente o modo de organizar a produção e as relações entre capital e trabalho. Contudo, a fase pesada do capitalismo é sobreposta, mas não eliminada, pela fase fluida do capitalismo, que tem potencial para influenciar o fluxo migratório, principalmente, entre grandes cidades, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Biografia do Autor

  • Claudeci Pereira Neto, Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil

    Doutorando em Geografia na Universidade Federal Espírito Santo (UFES).

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Publicado

2019-05-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Dos determinantes tradicionais da migração aos impulsionados pela modernidade líquida nas perspectivas de Alice no País das Maravilhas e de Vidas Secas. (2019). Geosaberes, 10(21), 1-11. https://doi.org/10.26895/geosaberes.v10i21.733