GEOGRAFIAS AQUÁTICAS, ETNOCONHECIMENTO E LUTA PELA TERRA NO AFROPACÍFICO COLOMBIANO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26895/geosaberes.v16i0.1379

Resumo

Os grupos de comunidades negras na Colômbia estabeleceram uma forma particular de se relacionarem com o meio ambiente através do seu percurso pelo território que hoje chamamos Colômbia, que, no caso particular do Pacífico, nos propomos compreender através da lente da Paisagem Cultural Aquática. Estas formas de adaptação ao meio foram, por sua vez, responsáveis pela construção de formas de conhecimento local que, mais do que procurar dominar a natureza, decifraram, através dela, formas simbióticas de tecer a vida no quadro de um espaço aquático. Essas formas particulares de apropriação seriam a base fundamental para o desenvolvimento de um processo organizativo na segunda metade do século XX que atingiria seu ponto de inflexão com a promulgação da Lei 70 de 1993, que possibilitaria a concessão de territórios coletivos às comunidades negras que demonstrassem sua sobrevivência histórica na bacia do Pacífico a partir de suas práticas produtivas tradicionais. Embora o cenário de materialização tenha fixado seu interesse no Pacífico colombiano, estabelecendo-o como o ponto de referência da negritude na Colômbia, experiências posteriores nos mostrarão como esse imaginário foi gradual e necessariamente superado.

Biografia do Autor

  • Jesica Wendy Beltrán Chasqui, Universidad del Cauca (Colombia)

    Profesora del Departamento de Geografía de la Universidad del Cauca. Popayán, Cauca, Colombia.

  • Tulio Andrés Clavijo Gallego, Universidad del Cauca (Colombia)

    Profesor del Departamento de Geografía de la Universidad del Cauca. Popayán, Cauca, Colombia.

Publicado

2025-11-12

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

GEOGRAFIAS AQUÁTICAS, ETNOCONHECIMENTO E LUTA PELA TERRA NO AFROPACÍFICO COLOMBIANO. (2025). Geosaberes, 16, 21-34. https://doi.org/10.26895/geosaberes.v16i0.1379