DEGRADAÇÃO SISTÊMICA DO TRABALHO NO AGROHIDRONEGÓCIO

Autores

  • Antonio Thomaz Junior UNESP Autor

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2017.e16020

Palavras-chave:

Degradação sistêmica, Systemic degradation, Trabalho, Labor, Agrohidronegócio, Hydro-agricultural business, Classe trabalhadora, Working class, Saúde-Doença, Health-disease, Degradación Sistémica., Trabajo. Agrohidronegócio, Clase trabajadora, Salud

Resumo

Utilizado o conceito de agrohidronegócio nos nossos estudos, por entendermos que o capital, quando busca terras planas, férteis, com logística favorável, também requer disponibilidade hídrica e expropria populações camponesas, tradicionais e originárias. Assim, seja superficial, seja de aquíferos, a água está no centro das disputas e conflitos territoriais. É necessário acrescentar, nessa rota de exclusão, que a degradação sistêmica dos trabalhadores, dos ambientes naturais e transformados tem se intensificado. Isto é, as vantagens diferenciadas para o projeto monocultor/latifundista/agroexportador, que tanto tem penalizado e condenado milhões de trabalhadores à exclusão, à desterreação, e a população em geral, às doenças, aos riscos crônicos das contaminações, ao descarte pura e simplesmente, se consolidam em nome da quimificação dos processos de produção modernos, como se constata por meio das pesquisas em que muitos de nós estamos envolvidos. Apreender esses processos e seus efeitos exigiu cuidados e atenções para com as ocorrências e procedimentos específicos para abordá-las. Essa pode ser uma nova fase da exclusão social, no ambiente da degradação sistêmica do trabalho no agrohidronegócio.

Biografia do Autor

  • Antonio Thomaz Junior, UNESP

    Professor dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da FCT/UNESP/Presidente Prudente; Membro do Programa de Pós-Graduação em Geografia/IPPRI/UNESP; Pesquisador PQ-1/CNPq; Coordenador do Grupo de Pesquisa ";;;;Centro de Estudos de Geografia do Trabalho";;;; (CEGeT); e do Coletivo CETAS de Pesquisadores (Centro de Estudos do Trabalho, Ambiente e Saúde).  

Publicado

2017-09-05

Edição

Seção

Artigos