SALINIDADE DO SOLO E RISCO DE DESERTIFICAÇÃO NA REGIÃO SEMIÁRIDA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2020.e19002

Palavras-chave:

Degradação dos solos

Resumo

A salinização dos solos é um dos problemas que mais contribuem para degradação dos solos das regiões susceptíveis à desertificação. Problema presente em várias partes do mundo inclusive no Brasil. Nesse contexto, o objetivo desse artigo é analisar o processo de salinização dos solos em diferentes usos das terras em municípios da Mesorregião do São Francisco Pernambucano (semiárido do estado de Pernambuco). Para isso, amostras de solos coletadas sobre diversificados usos e ocupações das terras, foram submetidas a testes químicos além da identificação da classe de solo a qual pertence cada amostra. Os resultados indicam que as áreas sobre agricultura irrigada apresentam os principais focos de salinização, principalmente nos locais onde a irrigação é desenvolvida através de água subterrânea. Problema não identificado sobre as amostras coletadas nas caatingas e, parcialmente encontrados sobre as áreas de solos expostos e as submetidas à agricultura temporária (sequeiro). Na região de estudo o manejo agrícola inadequado é um dos principais responsáveis pela salinização dos solos e, os impactos contribuem para ampliação dos riscos à
desertificação local.

Palavras-chave: Degradação dos solos; Salinização; Semiárido; Desertificação.

Biografia do Autor

  • Francelita Coelho Castro, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro (BA), Brasil

    Mestra em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental pela Universidade do estado da Bahia - UNEB, Campus Juazeiro e doutoranda em Geografia pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Participou do projeto de pesquisa-ação Escola Verde vinculado a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Atualmente, participa do grupo de Trabalho em geotecnologia, monitoramento ambiental e Ensino (GTMAGEO) da UPE-Petrolina vinculado ao Grupo de Pesquisa em Sociedade e Natureza do Vale do São Francisco. Revisora dos periódicos Revista Brasileira de Meio Ambiente (RVBMA) e da CHEMISTRY AND ECOLOGY. Tem experiência na área de: pedologia; desertificação, erosão e salinização dos solos; geotecnologias aplicada ao estudo e manejo dos solos.

  • Antonio Marcos dos Santos, Universidade de Pernambuco

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).  Professor na Universidade de Pernambuco (UPE) campus Petrolina. Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Ciências e Tecnologias Ambientais para o Semiárido) - nível mestrado (UPE) e do Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares - nível mestrado (UPE). Vice-líder do Grupo de Pesquisa Sociedade e Natureza no Vale do São Francisco e membro dos Grupos Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (SERGEO - UFPE) e Recursos Naturais da Caatinga (UPE). Participa da REDE ÁGUAS - UFC. Coordenada o PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) no subprojeto de Geografia da UPE campus Petrolina. Coordenada o Grupo de Trabalho em Monitoramento Ambiental, Geotecnologia e Ensino (GTMAGEO). Revisor dos periódicos Journal of Arid Environments, CATENA, Caminhos de Geografia, Mercator, Caderno de Geografia, Geografia Ensino & Pesquisa, Scientia Plena, Sociedade e Natureza, Boletim Goiano de Geografia e da Revista Brasileira de Geografia Física. Desenvolve trabalhos enfocando os seguinte temas: Sistemas ambientais, desertificação e planejamento do território; desertificação e ensino; mudanças climáticas, desertificação e recursos hídricos; bacia hidrográfica e modelagem hidrológica; Sensoriamento remoto aplicado ao estudo da vegetação e dos recursos hídricos; cartografia e geotecnologia escolar; sistema de monitoramento e alerta de desastres naturais pluviométricos.

Publicado

2019-12-08

Edição

Seção

Artigos