ANÁLISE COMPARATIVA DE BASES DE DADOS PARA MENSURAÇÃO DE DESLOCAMENTOS ASSOCIADOS A DESASTRES NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36517/rm2026.e25016Resumo
Este artigo analisa comparativamente seis bases de dados — População em Áreas de Risco, Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), Atlas Digital de Desastres, Serviço Geológico Brasileiro (SGB), Internal Displacement Monitoring Centre (IDMC) e Emergency Events Database (EM-DAT) — com o objetivo de avaliar seu potencial para mensurar e caracterizar deslocamentos populacionais induzidos por desastres no Brasil, bem como subsidiar o monitoramento e o direcionamento de políticas públicas. A metodologia adotada é de caráter exploratório e não exaustivo, baseada na análise das bases a partir de cinco indicadores: (i) capacidade de mensuração de deslocamentos; (ii) nível de desagregação sociodemográfica; (iii) escala territorial de disponibilização; (iv) consistência metodológica; e (v) potencial de uso para políticas públicas. Os resultados indicam que as bases apresentam potencial complementar para o estudo dos deslocamentos, podendo ser mobilizadas tanto em abordagens ex-ante, voltadas à identificação de populações expostas e à redução de vulnerabilidades, quanto em abordagens ex-post, relacionadas ao monitoramento de impactos e ao planejamento de respostas institucionais. No entanto, observa-se baixa articulação entre as bases e diferenças em seus níveis de desagregação, cobertura territorial e consistência metodológica, o que limita seu uso integrado e a produção de diagnósticos mais precisos sobre deslocamentos induzidos por desastres.
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