DESAFIOS À CIRCULAÇÃO NA FRONTEIRA ENTRE BRASIL E GUIANA FRANCESA (FRANÇA)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2019.e18018

Resumo

Brasil e França compartilham uma larga fronteira na Amazônia. Nosso intuito neste texto é avaliar quais foram as ações empreendidas pelas quais o sistema de circulação da bacia do Rio Oiapoque foi alvo de re-desenhos desde o estabelecimento do limite internacional em 1900. A partir da utilização de bibliografia específica sobre o tema, bem como da realização de trabalho de campo em diferentes momentos, concluímos que os re-desenhos impuseram ao menos três grandes mudanças até hoje: i) a circulação líquida (fluvial), anteriormente hegemônica, é hoje posta em concorrência pela circulação dura (terrestre); ii) vê-se a substituição de acordos (ou normas informais) locais pela prevalência de regras internacionais; e iii) nota-se uma contradição nas relações bilaterais: o discurso oficial de integração valoriza o aumento da interface entre as duas margens do Rio enquanto a prática aponta para uma diminuição e um endurecimento das regras de circulação.

Palavras-chave: Circulação Regional. Brasil. Guiana francesa (França).

Biografia do Autor

  • Gutemberg de Vilhena Silva, Universidade Federal do Amapá, Macapá (AP), Brasil

    Professor de Geografia Política na Universidade Federal do Amapá. Coordenador do Observatório das Fronteiras do Platô das Guianas (OBFRON) e do grupo Políticas Territoriais e Desenvolvimento (POTEDES).

  • Stephane Granger, Universidade de Guiana Francesa, Guiana Francesa, França

    Doutor em Geografia. Professor do Liceu Melkior Garre e da Universidade de Guiana Francesa. ampus de Troubiran BP 20792 – 97337 Cayenne 

  • François Michel Le Tourneu, Centro Nacional de Pesquisa da França

    Doutor em Geografia. Pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa da França, CNRS. UMI 3157 – iGLOBES. CNRS-University of Arizona. 845 N. Park Avenue. Marshall Building, 5th Floor. Tucson, AZ 85719. United States.

Publicado

2019-09-03

Edição

Seção

Artigos