USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DE ÁREAS AGRÍCOLAS COM ENERGIA EÓLICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2020.e19030

Resumo

A energia eólica, apesar de ser considerada limpa e renovável, apresenta impactos negativos no âmbito social e ambiental, alterando significativamente as áreas costeiras e do interior do Nordeste Brasileiro, isto se dá, principalmente, pelos novos usos da terra advindos da instalação das torres eólicas. Desta forma, o objetivo desta pesquisa foi analisar as mudanças no uso e ocupação do solo de áreas agrícolas exploradas pela energia eólica, identificar o potencial dessas áreas agrícolas para construção de parques eólicos e verificar a conciliação entre atividade eólica e agrícola. Utilizou-se de coleta de dados primários e secundários, abrangendo entrevistas semiestruturadas e análise de imagens de satélites. A área de estudo foi o município de Serra do Mel, localizado no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Os resultados obtidos foram processados no sistema de informação geográficas QGIS e demonstrados através de mapas temáticos e gráficos. Foi possível concluir que a instalação de parques eólicos provocou poucas mudanças nas classes de uso e ocupação do solo, constatou-se que as áreas agrícolas de Serra do Mel possuem ótimo potencial para energia eólica pela velocidade dos ventos e pela condição do terreno e identificou-se também a possibilidade de conciliação da atividade agrícola e eólica.

Biografia do Autor

  • Manoel Fortunato Sobrinho Júnior, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró (RN), Brasil

    Mestre em Ambiente, Tecnologia e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN (2010). Especialista em Contabilidade e Planejamento Tributário pela UFERSA (2013). Técnico em Agropecuária pela Escola Agrícola de Jundiaí - UFRN (2005). Atualmente trabalha como Técnico em Agropecuária na Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA.

  • Elis Regina Costa de Morais, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró (RN), Brasil

    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido(1995), especialização em Especialização Em Irrigação e Drenagem pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido(1996), mestrado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade Federal de Viçosa(1999) e doutorado em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Capina Grande(2006). Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Prestação de Serviço do Fundação Guimarães Duque, Revisor de periódico da Revista Brasileira de Agricultura Irrigada e Revisor de periódico da Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental (Online). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Ciência do Solo. Atuando principalmente nos seguintes temas:mulch, recursos hidricos, Melão, caracteristicas ambientais. 

  • Paulo César Moura da Silva, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró (RN), Brasil

    Possui graduação em Engeharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (1998), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal da Paraíba (2001) e doutorado em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande (2006). Atualmente é porfessor adjunto da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Tem experiência na área de Ciências Ambientais, com ênfase em Geoprocessamento, atuando principalmente nos seguintes temas: qualidade de água, geoprocessamento, sig, fertirrigação e degradação ambiental

Publicado

2020-10-28

Edição

Seção

Artigos