TERRITORIALIZAÇÃO DO CAFÉ NO CAPARAÓ CAPIXABA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2023.e22006

Palavras-chave:

Apoderamento, Identidade, Trabalho, Paisagem, Cafeicultura

Resumo

O Brasil apresenta diversas regiões moldadas pela inserção da economia cafeeira. Esta conformação evidencia a cadeia produtiva do café como um elemento estruturante do território. Como objetivo, este artigo buscou caracterizar a territorialização da cadeia produtiva do café na região do Caparaó Capixaba. Para isto, a pesquisa apresentou caráter qualitativo, exploratório, descritivo e cunho etnográfico, contando com três etapas: bibliográfica, campo e entrevistas. A pesquisa de campo teve duração de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Já as entrevistas, realizadas de forma online, ocorreram entre os meses de setembro e novembro de 2021. Os sujeitos da pesquisa foram 15 produtores de café no recorte geográfico do
estudo, os municípios de Iúna e Irupi, no Caparaó Capixaba. Como resultados, é evidente a formação da territorialidade do Caparaó a partir da história da região em consonância com a cultura do café. Assim, acrescenta ao debate apontamentos sobre produção, consumo e comercialização do café da região. Os fatores basilares de análise foram apoderamento do espaço pelos produtores, ressignificação das práticas e do território por meio do trabalho, reforço da identidade local, formação da paisagem do café e, consequentemente, diferenciação produtiva por meio do foco em cafés especiais. Por fim, possibilita visibilizar o protagonismo dos cafeicultores em uma região negligenciada nas últimas décadas pela baixa
produtividade em parâmetros quantitativos, mas que ostenta expressivos resultados na produção agroecológica, familiar e padrão especial.


Palavras-chave: Apoderamento. Identidade. Trabalho. Paisagem. Cafeicultura.

Biografia do Autor

  • Beatriz Carvalho Tavares, Universidade Federal do Paraná, Curitiba (PR), Brasil

    Doutoranda em Geografia pela Universidade Federal do Paraná. Docente do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico em Gastronomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha.

  • Marcello de Barros Tomé Machado, Universidade Federal Fluminense, Niteroi (RJ), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal Fluminense. Docente da Faculdade de Turismo e Hotelaria e do Programa de Pós-Graduação em Turismo da Universidade Federal Fluminense.

  • Vander Valduga, Universidade Federal do Paraná, Curitiba (PR), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Docente da Faculdade de Turismo e dos Programas de Pós-Graduação em Turismo e em Geografia da Universidade Federal do Paraná.

Publicado

2023-04-25

Edição

Seção

Artigos