CLIMA, TROPICALIDADE DO PLANALTO CENTRAL BRASILEIRO E A CARGA DA TUBERCULOSE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2023.e22026

Resumo

A literatura atual vem apontando uma influência dos aspectos climáticos e ambientais na carga da tuberculose (TB). Entre as principais influencias, destacam-se os efeitos do clima sobre a carga de tuberculose. O estudo objetiva identificar se a tropicalidade do Planalto Central incrementa a carga
da tuberculose no Distrito Federal-Brasil. Trata-se de um estudo ecológico, realizado com 1.291 casos novos de TB, notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação da Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal. Estudou-se as participações das massas de ar e os casos de tuberculose dos verões de 2006 a 2017. Na análise rítmica, considerou-se o verão de 2006, por ser o ano com maior frequência de casos de TB.
Foi utilizado o teste de correlação de Pearson. As massas de ar com maiores participações nos verões, foram a massa equatorial continental com 77,5% e, a massa tropical atlântica, 13,8%. A atuação dos sistemas atmosféricos não apresentou correlação com os casos de TB, ou seja, os elementos do tempo não contribuíram para a maior carga da TB no Distrito Federal.

Palavras-chave: Tuberculose. Clima. Massa de ar. Mudança climática. Efeitos do clima.

Biografia do Autor

  • Erlayne Brandao, Universidade de Brasília, Brasília (DF), Brasil

    Mestre pelo Programa de Pós-graduação de Enfermagem da Universidade de Brasília- UnB. Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí-UFPI. Áreas de pesquisa: Ética e Bioética; Segurança do paciente, Saúde pública, Saúde da Criança e do Adolescente, Pesquisa em saúde.

  • Victor da Assunção Borsato, Universidade Estadual do Paraná, Mourão (PR), Brasil

    Doutor em Ciências Ambientais (Nupelia) Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá (2006). Professor Adjunto na Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR. Campus de Campo Mourão. Desenvolve pesquisas nas áreas de Geociências, especialmente e climatologia Geográfica (Dinâmica atmosférica). Sócio da ABClima. Pós-doutor em Geografia pela Universidade Federal do Paraná. 

  • Ercília Torres Steinke, Universidade de Brasília, Brasília (DF), Brasil

    Doutorado em Ecologia pela Universidade de Brasília (2004). Professora Titular e pesquisadora do Departamento de Geografia da UnB. Fundadora do Laboratório de Climatologia Geográfica - LCGea da Universidade de Brasília. Coordenadora do Curso de Mestrado Profissional em Ensino de Geografia em Rede Nacional - PROFGEO desde 2021. Tem experiência na área de conhecimento de Geografia, com ênfase em Climatologia Geográfica, atuando principalmente no ensino de Climatologia. 

  • Maria do Socorro Nantua Evangelista, Universidade de Brasília, Brasília (DF), Brasil

     Doutorado em Interunidades pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto -SP (2000). Atualmente é Prof. Adjunto da Universidade de Brasília aposentado e ligado aos Programas de Pós-graduação do Curso de Enfermagem e de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Tuberculose, atuando com os temas de epidemiologia, avaliação de serviço, vulnerabilidade e educação em saúde. 

Publicado

2023-12-02

Edição

Seção

Artigos