COMO A NATUREZA INTERFERE NA COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2024.e23003

Palavras-chave:

Competitiveness, Regional Innovation, Nature, Sugarcane, Brazil

Resumo

O objetivo é reforçar a compreensão da natureza como um atributo da competitividade e da inovação em uma perspectiva regional. Uma análise dialética é utilizada para considerar competitividade, inovação e natureza como dimensões interligadas e não isoladas. A expansão da fronteira canavieira no sul do estado de Goiás é utilizada como evidência empírica. O método compara dois municípios, Mineiros e Goiatuba, com estruturas econômicas semelhantes, mas localizados respectivamente em ambientes favoraveis e não favoráveis. Enquanto Mineiros tem uma competitividade menor que Goiatuba, o desafio de produzir cana-de-açúcar em solos com maior erodibilidade estimulou investimentos na geração de conhecimento.

Palavras-chave: Competitividade, Inovação Regional, Natureza, Cana-de-açúcar, Brasil.

Biografia do Autor

  • Fernando Campos Mesquita, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis (SC), Brasil

    Graduado em Geografia pela UFU, Mestre em Geografia pela UNICAMP e doutorando em Geografia pela UNICAMP.

  • Selma Simões Castro, Universidade de Campinas, Piracicaba (SP), Brasil.

    Doutora em Ciências / Geografia Física pela USP (1990), pós-doutorado em ciência do solo no INRA-Rennes (França) (1991). Professora da USP-Geografia (1975-1997) (Pedologia, Análise de Solos, Solos Tropicais), Geografia Física e Orientação à Pesquisa na graduação e Pós-graduação (Micromorfologia de Solos).Professora titular em Geografia Física e Solos (desde 1997) da UFG- Universidade Federal de Goiás, em Geografia (Mestrado e Doutorado) e em Ciências Ambientais (Doutorado Multidisciplinar) em disciplinas relacionadas a Solos e Impactos Ambientais, Solos e Meio Ambiente, Pedogênese x Morfogênese, Micromorfologia de solos. Consultora ad hoc da CAPES, CNPq,FINEP, FAPESP, FAPEG, FAPEMIG e de vários periódicos em Geografia, Meio Ambiente e Solos e Meio Ambiente. Coordenou o Laboratório de Pedologia da USP/LABOPED e o Laboratório de Geomorfologia, Pedologia e Geografia Física/LABOGEF da UFG, deste sendo fundadora. Pesquisa em solos, paisagem e meio ambiente com ênfase em impactos ambientais do uso das terras e geocartografia multiescalar, gênese, morfologia e micromorfologia de solos e comportamento físico-hídrico de solos. Presidiu a UGB - União da Geomorfologia Brasileira (2001-2003) e foi Editora da Revista Brasileira de Geomorfologia, (A1/ Qualis). Profa. visitante do Instituto de Geociências da UNICAMP/Depto. de Geografia, com apoio da FAPESP (2002-03) e do Departamento de Solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo com o apoio da FAPESP(2014-2015). Integrante do Comitê de avaliação da pós-graduação - Geografia /CAPES (1999-2004), do CAINTER - Comitê de avaliação interdisciplinar(julho de 2009/novembro 2011) e do Comitê de Avaliação em Ciências Ambientais, de 2011 a 2015, deste sendo signatária da proposta de criação. Desde março de 2018 é Professora Sênior do Depto de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura (ESALQ) da USP colaborado com prós-graduandos e atuando nas disciplinas de Micromorfologia de Solos e de Solo e Paisagem no Programa de Pós-Graduação em Solos. Integra também o Programa de Pós-Graduação em Geografia do Departamento de Geografia da UNICAMP/Universidade Estadual de Campinas.

  • Ricardo Castillo, Universidade de Campinas, Campinas (SP), Brasil.

    Doutor em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1999), com estágio (PDEE-CAPES) na Universidade de Paris I - Panthéon-Sorbonne (1995-1997). É Professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (desde 2000) e Pesquisador do CNPq (desde 2001). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Análise de Redes e Fluxos (Transportes e Comunicações) e Geografia Agrária e Geografia Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: rede geográfica, circuito espacial produtivo, logística de produtos agrícolas, novas tecnologias da informação e regionalização do território brasileiro. 

Publicado

2024-02-12

Edição

Seção

Artigos