EROSÃO EM SOLOS ADICIONADOS DE HIDROGEL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2024.e23027

Palavras-chave:

escoamento superficial, armazenamento, práticas conservacionistas

Resumo

A erosão do solo é atualmente a principal causa de sua degradação. Por isso, é urgente a implementação de tecnologias que visem reduzir os processos erosivos. Por esse motivo propõe-se avaliar os efeitos do hidrogel no armazenamento da água e sua capacidade em reduzir o escoamento superficial e as perdas de solos. Montou-se experimentos em vasos e em campo, com diferentes doses de hidrogel e sob diferentes manejos, respectivamente. Em vasos os tratamentos foram: T0 e T02 – 0 g de hidrogel; T0,5g – 0,5 g; T1g – 1 g; T2g – 2g; T3g – 3 g; T4g – 4g e T5g - 5 g de hidrogel. Em campo, aplicou-se 13,3 g de hidrogel/ m2 em parcelas de erosão instaladas em área com cultivo de gravioleiras sub diferentes manejos conservacionistas, foram eles: – T1- Plantio em Curvas de Nível + cordões de pedra + plantio de capim; T2 -Plantio morro abaixo, ausente de capim; T3 - Plantio em curva de Nível + plantio de capim e T4 - Plantio morro abaixo + plantio de capim. Mediu-se o volume total de água percolado em cada vaso e o escoamento superficial e as perdas de solos. Concluiu-se que doses entre 4 e 5 g/vaso ocasionam aumentos da retenção da água em mais de 20%, principalmente após 4 ou 5 ciclos de umedecimento e secagem. A elevada variabilidade dos tratamentos dificultou a aferição dos efeitos do hidrogel nas perdas de solos, sendo necessários mas estudos de campo utilizando o polímero.

Palavras-chave: Escoamento Superficial, Armazenamento, Práticas Conservacionistas.

Biografia do Autor

  • José Falcão Sobrinho, Universidade Estadual do Vale do Acaraú, Sobral (CE), Brasil

    Pós-doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP -2006). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú/UVA e do Doutorado do PRODEMA - Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFC. Líder da Semiarid Research and Extension Network. Membro da Rede de Pesquisadores Norte e Nordeste de Geografia/RENNEGEO e da Rede Nós Propomos. Coordenador de projetos apoiados pelo PRODETAB, CNPq, CAPES, FUNCAP. Participa de convênios com as Universidades de Lisboa e Évora. Na pesquisa, atua principalmente no ambiente semiárido, enfatizando o mapeamento do relevo e os processos erosivos. Pesquisa sobre as tecnologias de convivência com o ambiente semiárido. No ensino, enfatiza as bases teóricas da Geografia Física e as abordagens físico-naturais no ensino da Geografia. Nas atividades de extensão desenvolve ações nas escolas públicas, coordenada projetos de Feiras de Ciências e Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Desenvolve projetos voltados a tecnologias sociais em comunidades. É membro da comissão editorial da Revista William Morris Davis - Revista de Geomorfologia; International Journal Semiarid e editor chefe da Série Geografia do Semiárido.

  • Francisca Edineide Lima Barbosa, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza (CE), Brazil

    Doutorado em Ciências do Solo pela Universidade Federal do Ceará-UFC (2012-2016) e Pós Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Vale do acaraú - UVA. Tem experiência como docente e em campo, na área ambiental e agronômica, com ênfase em Fertilidade do Solo, nutrição de plantas e Conservação do solo.

Publicado

2024-10-27

Edição

Seção

Artigos