GESTÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS URBANAS NA AMAZÔNIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2025.e24002

Resumo

A Bacia Hidrográfica do Tucunduba (BHT) é a segunda maior bacia de Belém, Pará, drenando quatro bairros (Marco, Canudos, Terra Firme e Guamá), com uma alta densidade populacional de aproximadamente 200.000 habitantes. Este estudo tem como objetivo analisar as condições socioambientais da BHT, examinando os principais fatores macroambientais essenciais para compreender a dinâmica da bacia. A abordagem metodológica envolveu a realização de 44 entrevistas com moradores da BHT para avaliar suas percepções socioambientais, a aplicação da Avaliação Simplificada de Impacto Ambiental (ASIA) e a estimativa da carga de esgoto per capita nos bairros situados dentro da bacia. Os resultados indicam que o Índice de Qualidade de Vida Urbana na área estudada é de aproximadamente 0,6, refletindo condições de vida moderadas. A ASIA também revelou impactos ambientais significativos, classificados como altos ou muito altos. Esses achados evidenciam a inadequação dos serviços públicos prestados à população local e a fragilidade da gestão urbana. Medidas urgentes são necessárias para a implementação de uma estratégia integrada de gestão da BHT, aprimoramento do monitoramento ambiental e melhoria na prestação de serviços, garantindo uma melhor qualidade de vida e um ambiente mais saudável.  

Palavras-chave: Gestão Integrada, Impactos Ambientais, Macrodrenagem, Qualidade de Vida.  


Palavras-chave
: Gestão Integrada, Impactos Ambientais, Macrodrenagem, Qualidade de Vida.

Biografia do Autor

  • Rosigleyse Correa de Sousa-Felix, Universidade Federal do Pará, Bragança (PA), Brasil

    Doutorado em Biologia Ambiental pela Universidade Federal do Pará (2016). Professora Adjunto do Campus de Bragança, Universidade Federal do Pará, Faculdade de Ciências Biológicas. Desenvolve pesquisas em Capacidade de Carga Recreacional e qualidade de água em ambientes litorâneos. Tem experiência nas áreas de Educação, Educação e Meio Ambiente, Gerenciamento Costeiro, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação formal e não-formal, Educação Ambiental/Preservação da natureza e sustentabilidade ambiental.

  • Camila de Magalhães e Souza Figueiredo, Universidade Federal do Pará, Belém (PA), Brasil

    Mestranda no Programa de Pós Graduação em Oceanografia (PPGOC) UFPA. Voluntária da organização Ame o Tucunduba.

  • Rodrigo Petry Corrêa de Sousa, Universidade Federal do Pará, Belém (PA), Brasil

    Doutor em Biologia Ambiental pela Universidade Federal do Pará. Atualmente, atua como Técnico Administrativo em Educação no Campus Bragança da UFPA, desenvolvendo atividades voltadas para a área de Genética e Biologia Celular e Molecular. Na extensão universitária, coordena e participa de projetos de divulgação científica e educação ambiental. Na pesquisa, lidera estudos nas áreas animal e humana no Instituto Evandro Chagas e na UFPA, com ênfase em genética, citogenética, genômica, cultivo de células, biologia molecular e epidemiologia. Possui expertise em Biossegurança, Biologia Celular, Evolução, Morfofisiologia, Bioquímica, Análises Clínicas e Imagenologia. Atua também como docente da Faculdade de Ciências Médicas da Afya, na modalidade de Educação a Distância.

Publicado

2025-05-17

Edição

Seção

Artigos